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A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

31
Jan19

O que pede o meu estomago

Manuel AR

Gastronomia_1.png

Gostava mesmo de poder ser muito “chique”, muito “bem”, muito “VIP”, muito tudo, mas não sou. Sou um vulgar popular, apesar de gostar de frequentar os hotéis “Pestana” qualquer coisa (nome que se apensa ao nome) e ir consumir uma refeição a um restaurante gourmet com nome inglês para poder estar “in”.

Frequento esses locais para poder olhar para os outros com um olhar sobranceiro como fazem os “habitués”. Apesar de ser popularucho sou uma pessoa muito bem, muito “hight society” mas não tenho paciência, nem quero ser conhecido por ir todos os dias a um qualquer restaurante by “Olivier” para me servirem um “brunch”, refeição, muito “british”, que combina o pequeno almoço, no Brasil conhecido por café da manhã e na Inglaterra por breakfast, e um lunch conhecido por almoço. Estão a ver, isto é que é internacionalização.

Para esta vida de luxo dinheiro não me falta. Não, não recebo puto pelos cliques na publicidade neste site, nem pelos meus conselhos gastronómicos, nem sobre as modas disto e daquilo. Acham que alguém me pagaria por publicidade depois de dizer estas coisas? Está-se mesmo a ver que não!

A propósito de gastronomia: gosto de cozinhar e faço-o com grande prazer. Sei que há por aí muitos(as) de vocês que não gostam nem têm aptidão para os tachos e que só gostam de comer fora em locais onde o gourmet impera e que dizem à saída: «Que bom que estava. E que bem confecionado! Não achas Pipa?!».

Eu prefiro os tachos e gosto de ser eu a comprar e a cozinhar para poder experimentar. Escuso até de utilizar a metáfora das viagens gastronómicas para dizer que estive aqui e ali nos restaurantes muito da moda. As minhas viagens neste campo é andar pela minha cozinha e pelo supermercado do El Corte Inglês que tem produtos de qualidade. Esta do “El Corte Inglês” aqui metida é para ver se eles depois me convidam para os publicitar a troco de um jantar no “Gourmet Experince”.  Escusam de clicar por que não fiz nenhum link para lá.

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Quando saio para comer fora não é para olhar para a estética do prato que parece uma obra de arte, como observou uma vez a Tininha quando a fui levar a casa após sair de um desses restaurantes onde pedimos um aconselhado menu de degustação. Disse-me ela, quando passámos por uma cervejaria, depois da parca e austera refeição que esteticamente lhe encheu os olhos: «Olha, e se fossemos ali comer qualquer coisa!». Não nos chamem nomes como o fez aquele senhor lá da Holanda quando disse que nós, os portugueses, só queremos copos e mulheres. Engana-se, também gostamos de comer bem e muito. A qualidade para aqui não interessa.

Os meus cozinhados têm três componentes a estética, a qualidade e a quantidade e isto não é a quadratura do círculo. Já uma vez me convidaram para entrar no negócio da restauração. Isso é que era bom, como dizia o outro. Não quis, isso é um trabalho de escravo que dizem já não existir. A menos que tenha um convite para me auto publicitar num qualquer programa culinário de um canal de televisão para fazer o que outros já cozinharam apenas mudando um ou dois ingredientes. Isto de inventar na cozinha não é como inventar uma qualquer inovação que tenha utilidade na vida das pessoas. Na arte culinária mesmo que seja esteticamente um espanto depois de degustar a coisa termina sempre no mesmo sítio.

Veio-me agora à ideia as dietas para emagrecimento e o nutricionismo. Não há melhor para ficar na “linha” do que ir a um desses restaurantes cinco estrelas e, melhor ainda, se tiver estrelas Michelin. Experimentem ir todos os dias durante quinze dias almoçar e jantar a um deles, mas sem incluir vinho nem doces na sobremesa e vão ver logo como fica a vossa silhueta. Ficarão mais magros(as) juntamente com a vossa carteira, mas conseguiram atingir o vosso objetivo, o dono e o “chef” do restaurante também…

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Gostava de escrever este blog apenas para alguns e algumas que adoram que se fale de coisas “chiquérrimas”, quer de moda, quer de viagens, quer do que a hotéis e restaurantes diz respeito para os(as) deixar embasbacados (as) com o que se escrevesse nesse adorável e doce blog pleno de coisas boas e perfeitas. O meu blog é, em termos metafóricos, uma espécie de cão rafeiro (com todo carinho pelos rafeiros) contrariamente aos blogs de pura raça que nos mimam com ternuras, conselhos e outras coisas boas e onde escrevem sobre tudo, ou quase tudo, o que fazem, para onde viajam, sobre o que pensam, sobre o que são, sobre o amor da sua vida,  mas sobre o que não são já não dizem… O meu blog é mais azedo, mais ácido, mais amargo, mas sem amargura. De qualquer modo, como a concorrência é saudável, um dos próximos dias também vou fazer o mesmo, escrever sobre outras banalidades que não estas. Posso escrever sobre tudo o que sei, menos sobre costura, para isso já me basta aquele horrível programa de domingo da RTP1 “Cosido à Mão”.

Voltando à gastronomia, vocês devem pensar que «Este tipo só pensa em comer!». É verdade! E sabem porquê? Porque gostava de ser um crítico da gastronomia. Isso é que era fartar vilanagem, pagavam-me para comer aqui e ali. Quando leio críticas gastronómicas fico pasmado e cheio de inveja, coisa típica dos portugueses e portuguesas. Os críticos de restaurantes de gastronomia comem tudo o que vêm na ementa o que me leva a pensar que esses ou essas que andam por aí de restaurante em restaurante devem ganhar bem para poderem pagar as contas, ou será que os convidam e lhes oferecem as refeições para dizem que é tudo ótimo, até o atendimento? Alguns e algumas, até dizem que o atendimento e a simpatia são excessivos porque lhes perguntam muitas vezes se está tudo bem. Se fosse eu até aproveitava para lhes dizer que havia ali uma coisita que estava mal, talvez a conta. Em alguns casos até dá direito a cocktails e dizem quanto custou e se for uma fortuna convém dizer que foi em conta. Isto do ser em conta tem o que se lhe diga, porque o que é para eles, ou elas, em conta pode não o ser para mim. Isto de gastronomia fina não é para todos. Mas quem disse? Para mim é, pois então!

Causa-me espanto como é que essas ou esses críticos sabem que tudo o que está na ementa é bom e é recomendável, que se esbate quando leio as críticas de especialistas em gastronomia como a seguinte baseada na ementa que me leva a concluir que muito deve comer quem faz críticas de gastronomia em restaurantes.

Um determinado crítico foi apreciar a comida apresentada na ementa de um restaurante, a entrada era um misto de azeitonas temperadas, chouriça, farinheira, melão com presunto, pasta de camarão, queijo de cabra e queijo amanteigado. A seguir o polvo à lagareiro com a mestria da chefe, que diz ele ser de tenrura estaladiça e sabor delicado, para o saber só comendo; depois, o bacalhau com broa na telha, com boa posta, bom “crumble” de broa com azeite, bela apresentação e ótimo sabor, para o dizer é porque o comeu ou provou. A seguir veio a dourada e o robalo desespinhados e braseados, só os lombos com um fio de azeite e flor de sal, aqui fico na dúvida se chegou a provar; diz o autor que depois vieram os secretos de porco preto no estendal, com apresentação e sabor notáveis, a carne presa com molas, o molho harmonizado com redução de laranja, aqui não há dúvida se deu pelo sabor notável pelo que terá sido deglutido; o rosbife com crocante de massa filo (queijo amanteigado, mel e nozes no interior), não fatiado, que vem a ser um bom naco macio e suculento, mais um vez este teve que ser comido para testar a sua macieza; a perna de cordeiro assada à moda da terra e servida na telha em que vai ao forno e o naco de novilho grelhado e laminado, que parece não terão sido experimentados; e termina dizendo aquelas iguarias que valem a viagem e a volta, na primeira oportunidade.

Muito devem comer estes críticos ou críticas! Ou será que mais estragam do que comem? Não me admira que, qualquer dia, ao ir a um desses restaurantes me sirvam um prato  já foi provado por um deles ou uma delas. Por hoje já chega, estou cheio.

24
Jan19

Alimentar o blog é preciso

Manuel AR

alimentar blog_Cão e gato.png

Se estão à espera que vá falar de nutricionismo, comida saudável, dietas ou coisas e tal, tirem o cavalinho da chuva. vou falar é da alimentação do blog. Sim, ele coitado também tem necessidades alimentares, e isto de alimentar um blog é quase como ter de alimentar um animal doméstico. Bem, com alguma diferença, é que o animal doméstico ladra, ou mia, se for cão ou gato (não estou a pensar em outros animais de estimação como sejam os do tipo exótico). Sobre a desnutrição do blog poucos ou nenhuns reclamariam, e outros até agradeceriam a fome que o fizesse passar. O blog se não for alimentado não protesta, mas perde-se nas brumas do ciberespaço e transforma-se em lixo virtual.

A alimentação do blog não depende de mim, depende das minhas musas. A falta de musas inspiradoras é terrífica, e elas cada vez rareiam mais. Gostaria que as minhas musas fossem como as do José Rodrigues dos Santos, um dos apresentadores do telejornal da RTP1, que em média apresenta um livro de mais de quinhentas páginas a cada dois anos, ou menos. Puxa! Quem me dera que as minhas musas fizessem um striptease com a mesma voluptuosidade plena de inspiração literária como as dele. É certo que as dele já começa a padecer de monotonia na inspiração do prolifero autor. Apesar de tudo mais vale ter mau hálito do que não ter nenhum, o que era sinal de que estaria morto e não queremos nada disso. As minhas musas, coitadinhas, pelo contrário, são muito inibidas e não se despem integralmente para me inspirarem senão não haveria quem me parasse.

A propósito de estar morto recordo-me de uma estória verídica que se passou na minha presença após assistir a uma missa do sétimo dia. Há sempre uma missa do sétimo dia, talvez seja porque a Terra e o Universo levaram seis dias a criar e o sétimo foi para descansar. Deve ser por isso. Como estava dizendo, ao sair da igreja, como é habitual, amigos e familiares juntam-se à porta a conversar. Eis, senão quando, se aproxima um familiar do falecido que se lamenta da morte do ente querido. Então uma das pessoas presentes, também ela familiar, vira-se e disse numa frase eloquente e exclamativa: «Olha, não estejas assim! Sabes, o céu é tão lindo!!!». Numa ação reativa alguém lhe pergunta: «Olha lá, já lá estiveste para saber?». O rubor que lhe surgiu na face foi para todos visível e esclarecedor.

Este tema da morte não tem piada nenhuma, mas recebi agora mesmo uma notícia que dizia que frio e gripe provocam mortes acima do normal. Vamos lá ver se nos entendemos ainda ontem diziam que este ano a gripe estava pouco ativa em relação ao ano anterior. Afinal em que ficamos?

No meio desta treta toda já nem sei onde que ia! Está próximo da hora de jantar. Deve ser da fome. A propósito, sabem que aqui ao pé da minha rua há um pequeno restaurante que se chama “Fome”? A sério! Podem confirmar na net. Nunca lá fui, mas pelos preços e pela ementa deve ser verdade.

Estão na moda os restaurantes com estrelas Michelin, geridos por cozinheiros, desculpem-me, “Chefs” de alto coturno, isto é, “cozinheiros” de linhagem nobre da cozinha, onde quem lá vai, ou já vai jantado ou passa fome e paga muito.

Reparem na imagem onde o apetite não pode ir além de uma pequenina costeleta de cabrito, ou será borreguinho? Mas não me digam que a decoração está mal?

Quero dizer, quem fala assim sou eu, um português de gema, que me empanturro à hora de almoço com comida e quando vou para pegar ao serviço passo o tempo a lamentar-me: «Ai que Deus! Ai que Deus, não me apetece nada ir trabalhar.».  É mentira, não passem palavra, porque isto é apenas um desabafo falso do tipo “fake news”, estão a ver?  

prato estrela.png

Imagem da revista Máxima.pt

As redes sociais são locais ótimos onde se reproduzem “fake news” tal como como coelhos que dão à luz as suas crias. Por isso é que se diz que, tal ou tal, se reproduzem como coelhos. Não é por acaso que os caçadores quando lhes limitam o número de animais a caçar refilam e com razão argumentam que se não os deixam caçar os coelhos à vontade qualquer dia são eles que os comem a eles.

Veja-se por exemplo o que se tem passado com o caso do Bairro da Jamaica e a PSP, pelo que se ouve e o que nos dizem já ninguém sabe o que é verdadeiro ou é falso. Qualquer dia temos de construir tabelas de verdade para tirar alguma conclusão. Tabelas de verdade são essas coisas que se utilizam na lógica matemática e que agora resolveram introduzir nos programas de filosofia do secundário para baralharem os coitados dos alunos. Talvez seja uma forma de os impedir de pensar e refletir sobre questões sociais que deviam merecer reflexão.

Bairro da jamaica.png

Fico lixado quando a PSP ou a GNR me multam, por isso é que estou sempre contra eles, e a minha raiva é tanta que até lhes chamo bófias. Vou a alta velocidade e ponho os outros condutores a desviarem-se de mim; não fazem mais do que a sua obrigação, estou com pressa e pronto. É então que apanho a polícia e multa-me. Bebo uns copitos a mais e, lá por ver duas estradas, o que até é bom porque assim tenho mais espaço, a polícia vê e prende-me. Estou a conduzir e a enviar mensagens à minha garina sou apanhado e multam-me. Bolas não há quem aguente! Estava para dizer “não há cu que aguente”, mas desisti porque isso é má educação. Como é que eu hei de estar do lado deles! Mesmo que fosse racista estaria sempre contra a polícia mesmo quando para pacificar um local é atacada e corrida à pedrada.

A virada para a quase política não estava prevista, desculpem-me o sintoma, mas já passou.

Hoje acho que vou ficar por aqui e como não tenho, por agora, mais nada para dizer termino enchendo chouriços com coisas da moda. Assim, os saldos estão quase a acabar e a exposição das coleções de primavera verão estão aí, prontas para ir para as vitrines.

Vejam Chanel: a primeira fila do desfile de alta-costura.

Moda Máxima.jpg

Imagem de Máxima Portugal

Eu nem me conheço, mas eu estou a falar de moda? Estou-me a passar ou quê?

 

21
Jan19

Como eu adoro reportagens ou entrevistas sensacionalistas

Manuel AR

Revistas cor de rosa.png

Não tenho jeiteira nenhuma para humor nem para fazer piadas, e se alguma vez tento fazê-los são deles destituídos.  Há muitos por aí a tentar fazer graça sem graça nenhuma e lá vão arranjando uns “cacaus” aqui e ali, graças aos que os vão vendo e ouvindo. As graçolas estão na moda. É por isso que este sítio nada tem a ver com humor nem com piadas é, simplesmente, algo azedo por vezes com um toque agridoce.  Não, não sou contra os humoristas, nem contra o humor de qualidade que até me faz rir a bandeiras despregadas.

Mas também não aprecio lá muito os e as que contam a história da vida ou do blog onde escrevem porque isso se torna uma grande seca e não traz mais valias a não ser para quem nos utiliza como uma espécie de clientela que através de clikbaits gera receita de publicidade on-line.

Muitos dos blogs que por aí proliferam são uma espécie de textos e imagens de revistas cor de rosa que elas leem e, raramente, eles. Nos cabeleireiros delas, abundam as revistas onde são constantes notícias sensacionalistas com os nomes dos famosos, colunáveis e figuras públicas que são avidamente lidas ao som de zumbidos dos secadores apontados para as suas cabeças. Ler essas revistas é como tragar autênticas doçuras que me provocam acidez.

Vejam-se também os blogs cujos conteúdos são do mesmo tipo e os nomes associados a flores, doces, frutas, pipocas e até nomes que revelam uma dose de narcisismo. Dirão vocês: mas este onde escreve também tem nome associados a fruta. Ah! Pois é, mas é azedo, é ácido! É por isso que talvez não o leiam como o fazem com as revistas cor de rosa porque não vende sonhos. Ninguém compra sonhos azedos.

Os jornais queixam-se de falta de leitores, mas as revistas, cujos conteúdos são autênticos mexericos sobre os chamados colunáveis, são devoradas ao ritmo do crescimento de ervas daninhas na primavera. Eu, cá por mim, fujo delas como o diabo da cruz.

Há também os comentadores da televisão, como o Cláudio Ramos que fala de bisbilhotices e especialista no lançamento de farpas que diz ser: Comentador. Apresentador. Escritor. Cronista. Criador…  É quase um daqueles homens do Renascimento, um autêntico polímato, como Leonardo da Vinci. Apenas lhe falta pintar, fazer escultura e inventar qualquer engenho.

O que interessa para o cálculo do índice de felicidade duma população quem casou com quem, ou que o ator X se separou de Y e que vai ter um menino ou uma menina de Z. Isto não é mais do que a condição agravada do reaparecimento de carateres que pertenciam a gerações antepassadas e que, nos nossos dias, seria suposto terem já deixado de se manifestar.

É a bisbilhotice e o voyeurismo da vida alheia sobre as chamadas figuras públicas. Mas o que é, afinal, uma figura pública? O conceito é ambíguo! Se eu tiver milhões de visualizações numa merda de um vídeo que coloquei no Youtube, ou pelo que escrevo nesta treta de blog, serei convidado por um qualquer canal de televisão para uma entrevista num programa da manhã ou da tarde, para onde uns tantos convidados da terceira idade são convidados a participar, passando a ter um estatuto próximo de figura pública ou quase. Se eu falar de mim, da minha vida privada e escrever a puxar ao sentimento e à emoção, mesmo que invente, tenho leitores pela certa. Não interessa a qualidade, mas a quantidade da audiência.

Os conteúdos das revistas cor de rosa que elas, e eles, mas estes são poucos, leem são todos muito importantes e fico muito feliz quando leio que as cadelas da Rita Pereira são amigas e protegem o seu filho, ou que os “duques de Sussex abandonam casa de campo e cancelaram o arrendamento da sua segunda casa, na qual têm passado muitos fins de semana”, ou, ainda, que “já é possível comprar os pratos comemorativos do casamento da princesa Eugenie” e que “a loja de lembranças do Palácio de Buckingham tem um conjunto de chá disponível por ocasião do enlace da filha do duque de York, que teve lugar no passado dia 12 de outubro, no Castelo de Windsor”. Estou-me nas tintas para isso, mas se vocês gostam então podem clicar nos respetivos links. A democracia também é isto, deixar que os outros se empanturrem de coisas boas. A propósito, há blogs que, talvez com receio da fuga dos leitores, não colocam links para sítio nenhum.

As lágrimas de alegria e contentamento também são bem-vindas. Deixar que as emoções dos outros nos cheguem até nós, e alegrarmo-nos com isso como uma espécie de opiáceos que nos fazem deixar de pensar nas nossas tristezas ou alegrias contentando-nos com as de outros, como as de Rita Pereira em lágrimas ao apresentar o filho ao bisavô, são uma gratidão.

Sábado passado, 19 de janeiro, Manuel Luís Goucha revelou algumas imagens do seu monte no Alentejo e chegou mesmo a mostrar o “quarto da rainha”, que se destina, segundo o apresentador, a Maria Cerqueira Gomes. “O quarto da rainha! À espera da Maria!”, escreveu o apresentador. Caíram-lhe em cima, salvo seja, nas redes sociais.  Parece que os seguidores não gostaram da proximidade que já está a ser criada entre Goucha e a sua nova companheira das manhãs e rapidamente surgiram comentários que acusavam o apresentador da TVI de estar a atacar Cristina Ferreira com a publicação. Tudo isto está na Gente que pode ver aqui. Mas não se pirem, senão passo a fazer como outros autores que não colocam links para lado nenhum.

Todas estas tricas, futilidades, nicas, como lhes quiserem chamar, fazem parte de estratégias para captar audiências. E, para alguns dos protagonistas destas revistas,  o lema é: não me importa que falem mal de mim, o que quero é que falem.

Nas ditas revistas fala-se muito de amor, de sexo e de telenovelas para marcar o apetite para os próximos episódios.  O amor e o sexo têm o seu espaço nestas revistas, e não é pouco, dá até para grande parangona. Eles são a VIP, a Maria, a Nova Gente, a Ana, a TV7, etc..

Vamos ver alguns casos muito edificantes enquanto temas:

QUANDO O AMOR É FORTE MAS A RELAÇÃO NÃO VENCE. «SEI QUE ELE É O HOMEM DA MINHA VIDA, MAS NÃO SERIA FELIZ COM ELE». Uma capa com este título é venda certa, assim como o serão títulos quando Luciana Abreu abre a boca e diz: “Estamos Unidos. Quer usemos aliança ou não.”

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Capa da Revista VIP. Edição 19/01/2019

Depois há artigos muito profundos como o da Nova Gente em que se coloca a questão de saber “Se me amasse, deixaria essa vida de ‘engatatão’…” Achava isso! Mas não. Ele não era mesmo um homem de uma mulher só”.

Há sempre alguém que nessas revistas tem direito a um título como este da TV 7 Dias: Mia Rose “Está a dar que falar”. Caraterização de Mia Rose em programa da SIC está A DAR QUE FALAR!

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Foto TV7Dias

A cantora foi desafiada a “encarnar” o cantor britânico Ed Sheeran e deixou tudo e todos de boca aberta. Vejam só! Que delícia! A notícias também me deixou com a dita aberta. Ai é? Então toma lá a resposta: “O que é que acharam da vossa “Ed Sheeran” portuguesa? Gostaram da atuação? Foi feito com alma, coração e…barba!!”, escreveu a cantora na legenda da fotografia que partilhou nas redes sociais.

Para para quem gosta de saber da vida alheia aqui vão mais estas da TV7Dias: “Kika Gomes anuncia GRAVIDEZ INESPERADA do primeiro filho”.

Kika Gomes surpreendeu tudo e todos quando deu a conhecer o novo amor. Agora, a felicidade da jovem aumentou com a primeira gravidez.

Revista tv7dias Kika Gomes.png

Fotografia TV7Dias

De facto, fiquei surpreendido, e também contente, porque o amor da Kika, ao ficar por cima, aumentou. Vá lá, deixem-se de malandrices, não devem ler literalmente! …. Quero dizer que o novo amor se sobrepôs a tudo…

Vejam agora como a sociedade apresenta tristes contradições! “Carina Ferreira NÃO QUER TER

Revistas Tv7dias Carina.png

Fotografia TV7 Dias

FILHOS: “Não tenho paciência para crianças”. A ex-concorrente de Casa dos Segredos e vencedora de “O Reencontro”, da TVI, já provou não ter papas na língua. Desta vez, fala sobre a que pensa da maternidade. Cá vai a piadinha ácida: então Portugal tem falta de bebés e a natalidade é baixa e ainda há quem não queira ter filhos. Que falta de patriotismo.

Os, e as, protagonistas de programas aberrantes passam a ser figuras públicas e têm lugar de destaque neste tipo de imprensa é porque há procura.

E o “Pedro Carvalho que se veste de SEM-ABRIGO e vai para as ruas. Saiba tudo!”. “O ator, viveu uma noite com os sem-abrigos e percebeu que, apesar de tudo, ainda há pessoas com coração que ajudam quem não pode.”, diz a TV7Dias.

E os horóscopos!? Ai os horóscopos!... Isso é que é um delírio, não os perco. Faço tudo o que me dizem para fazer, só que tenho um problema. Cada um diz-me que faça ou antevê uma coisa diferente e fico entalado sem saber qual seguir.

Enfim, ainda há quem tenha tempo para ler isto enquanto livrarias fecham e jornais estão à rasca e arriscam fechar portas. Como eu adoro reportagens ou entrevistas sensacionalistas, falsas, exageradas de factos e acontecimentos, cujo objetivo são apenas as audiências.

 

 

19
Jan19

História dos 345.600 segundos do blog “A Fruta mais Ácida” ou conversa da treta de que mais se gosta

Manuel AR

Horas do blog.jpg

O blog faz hoje quatro dias, ou três, já nem sei, e até agora, nada de novo! Ainda tem uma história muito curta, mas se transformarmos o tempo da sua existência em segundos é mesmo muito longa. Vejam só: 345.600 segundos, uma eternidade! Como é que isto aconteceu?  Um dia, ao acordar, senti um amargo de boca, sei lá se foi do jantar do dia anterior ou se foi do que vi na televisão! Então pensei: vou escrever mais um blog. Sim, ainda tenho outro, mas não digo qual!

Se contasse aqui as patranhas relacionadas com este recém-nascido blog e, se gastasse por cada uma dez minutos, daria para cada uma 600 segundo. Bem podem esperar! Imaginem se eu tivesse este blog há 15 anos. Chiça!!!

Sei muito bem como é que a ideia me veio à cabeçorra. Iniciar este blog foi tudo muito espontâneo, vivo e orgânico, foi ao acordar, tipo sonho, tão a ver? Cuidado com as falsas interpretações da palavra orgânico. É que agora tudo é orgânico, eles são as músicas de bandas que por aí proliferam, são as escritas dos livros a que antigamente se chamavam de cordel, são as dietas, são os produtos biológicos, eu sei lá… A palavra é um sinónimo figurado de "modo natural, espontâneo".

Então, dizia eu, ao acordar, pensei: «sou muito orgânico, sou “muita bom”, vou escrever um blog». E assim foi.

Gostava de escrever como um jornalista, como esses que fazem humor com coisas sérias, mas não sou, nem nunca fui, apesar de gostar de ter sido. Ser jornalista de investigação era o meu sonho, como a Ana Leal da TVI. Teria amor por aquilo que faria, despido de preconceitos ideológicos e políticos, pleno de isenção, acusando e condenado logo nas minhas reportagens todos quantos eu desconfiasse ou julgasse que estariam envolvidos em corrupção. Tipo Correio da Manhã, estão a ver? Como ela, teria um olho sempre virado para o mesmo lado. Não, não sejam maliciosos, ou maliciosas, não é esse, é aquele outro, o da cara que, qualquer dia, até fica estrábico de tanto olhar para o mesmo lado. Eu seria uma espécie de justiceiro no jornalismo como eram os vigilantes nos EUA na “caça” ao mal e às etnias.

Como estava a dizer já devia ter publicado esta história ontem, mas interrompi porque fui ao teatro. Sim, ao teatro, têm alguma coisa contra isso? O que fui ver? “GOD” com Joaquim Monchique. Como me fartei de rir! A peça foi criada para a Broadway, em Nova Iorque, encenada por António Pires sendo o texto da autoria de David Javerbaum, um dos argumentistas que costumava trabalhar com John Stewart no “The Daily Show”. Recomendo vivamente  a peça GOD que está em exibição no Teatro Villaret.

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Fonte: Força de Produção

A peça foi também interpretada. no Brasil, por Miguel Falabella como podem ver aqui.

Bom, continuando.  Quando comecei a escrever este blog, há três dias, ou seja, há 345.600 segundo, eu já não era jovenzinho, era mais como fruta madura, mas não ácida. Acho que foi o escrever no blog que me converteu em ácido como o vinagre, mas com um toque de balsâmico.

O que fiz, fazia, ou faço e os meus cursos não interessam aqui para nada. O que interessa é que agora escrevo neste blog. Isto de escrever em blogs não é fácil! Se tivesse tirado o curso de Comunicação Social, e tivesse sido jornalista, a coisa pintava mais fino. Assim, como não conheci, nem conheço, ninguém do jornalismo, nem tenho amigos no meio que passem a palavra a outros sobre o blog a única visualização do é a minha.

Se houvesse leitores para este blog caberia aqui falar sobre mim, e sei que teriam curiosidade de cuscar sobre a minha vida profissional e privada. Ora, como já disse anteriormente, lá isso é que não, já me bastam os cuscos dos meus vizinhos e as cuscas das minha vizinhas, sem ofensa para eles, e para elas. No entanto deixo aqui uma ressalva, caso, por milagre, algum ou alguma venha um dia a ter acesso a este blog, digo publicamente que vocês são os melhores vizinhos do mundo. São mesmo!

Uma coisa é estar a escrever para mim a pensar que ninguém irá ler; outra é eu dizer logo que muitos irão ler o blog porque escrevo coisas com muita piada e muito interesse.  O tanas! Se tivesse muitos amigos e amigas lá de fora, e teria muitos se fosse jornalista, saberiam tudo sobre mim e partilhavam uns com os outros o que escrevesse. Que emoção, não era!?

Assim, o leitor já não seria apenas um, eu!

Se alguma vez alguém chegar a ler o blog perguntará qual o seu objetivo e o porquê do seu nome? A resposta é: não sei! Acordei para aí virado. Talvez tenha sonhado com algumas das doçuras que para aí há e resolvi tornar tudo mais amargo e ácido e, daí o nome do blog. Divertir-me à grande é que não foi. Porra, só o trabalho que isto me dá tirava logo o carrinho da chuva. Divertir os outros? Como assim, eu sei que não tenho graça nenhuma!

Se escrever e alimentar um blog dá muito trabalho e não tenho graça nenhuma então para que diabo é que isto serve? Deixo isso como uma adivinha para alguém que alguma vez o leia. Se isso acontecer deixou desde já o desafio para tentar adivinhar e responder-me. Mas cuidado, porque tudo quanto for uma linguagem de “porra” para cima são logo colocados filtros de censura. Só eu é que posso escrever tudo o que me apetecer, sem me interessar nada de quem fique chateado.

Só há uma coisa de que tenho medo, é de brigas. Este sítio também pode servir para provocar brigas, e isso é uma doçura, porque, assim, posso dizer mal de tudo e de todos arriscando-me apenas a levar um murro virtual. O mesmo não direi quando a Inteligência Artificial chegar a um ponto tal em que uma Robot Sophia em presença me possa dar um murro na tromba.

Gostaria de exprimir aqui emoções fortes, mostrar afetos, mesmo pelos que me mandem à merda depois de lerem isto. Exprimir afetos, emoções e tudo o que puxe à lagriminha fácil dos eventuais e possíveis leitores, não é a minha cadeira de baloiço. Para isso já têm as novelas da SIC, TVI, RTP1 e, se não chegar, têm, também, as ininterruptas novelas da Globo.

Por hoje fico-me. Amanhã cá me venho por aqui outra vez. O português é, de facto, uma língua muito, mas muito, traiçoeira.

 

17
Jan19

Dia da mudança

Manuel AR

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Hoje, logo ao acordar, resolvi mudar o tipo de letra do blog e até, vejam só, falar de saldos e de compras online. Com letra mais pequena sempre posso escrever mediocridades, tretas e balelas para dar a percepção aos leitores que é um texto curto e, assim,  escrevo mais sem que  pensem que o texto é enorme dando espaço para que fiquem desmotivados. Sim, porque, para alguns e algumas, ler custa muito esforço e consome tempo. É como aquela cena dos preços que estão nas montras que dão a ideia que são baratos. Quem olha e lê 9,99 Euros. «Está barato não achas?», diz alguém virando-se para o amigo ou amiga. Ou, ainda, 49,99 Euros. «Vê lá que aquele casaco não chega aos 50,00 Euros. Não achas em conta? Bla...bla... bla...».

Aliás é a epoca dos preços de saldo, dos preços baixos e aproveito também a época para "baixar" a letra. Até na Amazon os preços das roupas estão em saldo. Mas atenção meninos e meninas, se forem por aí, já sabem, o preço da entrega pode ser maior do que o preço da roupa, a menos que comprem dezenas de peças.... O melhor neste caso é escolher na La Redoute que, com alguma sorte, encontrará no refugo algo decente.

 
Aqui estão umas calcitas que, dizem eles, são calças largas com grandes bolsos nas coxas. Mas cuidado que, se usa saltos rasos a coisa não alegra o visual. E, atenção, terá que meter os pés para dentro...

 

Isto agora na época de saldos dá pano para mangas. Assim,  a gente sempre se vai distraindo dos desaires amorosos por causa do namorado/namorada que nos deu com os pés, atraiçoando-nos com a nossa melhor amiga ou amigo naquele passeio que se fez no verão passado.

Como já devem ter notado estou a gastar mais palavras quando me refiro ao género, isto é, gama de características pertencentes e diferenciadas entre a masculinidade e a feminilidade, não vão por aí queixar-se que o mundo é dos homens, que sou anti feminista e até escuso o feminino na minha escrita.

Bem, hoje fico-me por aqui porque amanhã é outro dia, pois é fim de semana para alguns, menos para os, e para as, que apenas escrevem em blogs e não têm semanas de 35 horas. 

 

 

 

 

16
Jan19

Hoje é o primeiro dos dias da minha vida do blog claro

Manuel AR

 

Fruta_limaoverde.png

Hoje é o primeiro dia do lugar da fruta mais ácida que está para vir....

Este é um lugar onde se vende a fruta com que a sociedade nos premeia.

As frutas doces e as ácidas estarão presentes à mistura com algum mel.

Não, a acidez nada tem a ver com a "culta e edificante pipoca mais doce" lá por ser o antónimo da palavra  doce.  

Onde vou arranjar inspiração,  não sei! Talvez por aí..., e por aqui...!  Mas também, no por aqui, do politicamente correto e incorreto. 

Colocar viseiras nos outros com banalidades também é política, e da boa...

Alto aí! Contar o dia a dia da banalidade da minha vida para outros cuscarem lá isso é que não.

Sou muito cioso do que à minha vida privada diz respeito.

Não quer dizer com isto que não invente para aqui umas tretas para que os mais zelosos cuscos pelo saber da vida alheia, e também as zelosas cuscas (não vão lá pensar que sou machista)  se satisfaçam com prazer.

E o futebol?

Oh! Lá isso também não! Apenas porque não dou patavina para a caixa, e a coisa está de tal modo atordoante que, qualquer dia, ainda tinha que me enfiar num clube qualquer apenas para poder conversar com os "especialistas" que por aí proliferam.

Depois há os jogos, onde, de vez em quando, há porrada da grossa e uns tantos encapuzados ainda se enganavam e vinham para aqui partir-me a cara, quando dissesse mal do futebol ou do seu clube preferido quando perdesse.

Portanto, neste campo, prefiro ficar a marcar fora de jogo.

Mas, o falar a sério, também terá lugar, haja tempo e paciência. Mas nessa altura já sei, pira-se tudo daqui para fora. Enfim são os ossos do ofício de quem se mete nestas alhadas.

Ter graça não é minha praia, nem por sombras, senão já me teria junto às dezenas que andam por aí a fazer "stand ups", alguns sem graça nenhuma. Sim, porque a graça tem limites quando a inspiração tem vistas curtas e satura quando exagera.

Veja-se o que acontece por aí com alguns que, quando a graça acaba, para ganharem a vida, passam a fazer anúncios, alguns sem graça nenhumaFazer graças como esta é triste, não é?

Hoje, talvez devido à chuva que regressou, deu-me para isto. Fiquei em casa, abandonei a sério a escrita do outro meu blog (olá, muita atenção, eu escrevi a sério e não à séria, como alguns energúmenos atacantes da língua portuguesa dizem)  e comecei a acariciar o meu portátil à espera que saísse alguma coisa, e acabou por sair, porcaria, mas saíu.

Lá estou eu a cair em contradição. Então eu disse que não iria falar da minha vida privada nem sobre o que fiz ou não fiz no meu dia a dia e acabei por não cumprir. 

Bem! Não é assim tão grave. Se fosse político seria pior, se prometesse e não cumprisse.

Até pareço aquele político, de seu nome Montenegro, que disse um dia, em abril de 2018, que "seria um erro colossal colocar a hipótese de Rui Rio não terminar o mandato", e agora quer tirar-lhe o lugar.

Por hoje basta de massacre, ver-nos-emos por aqui, mesmo que seja apenas um a ver, já é uma vitória.

É como aqueles que dizem que foi uma vitória quando perdem ou empatam um jogo. mas dizem que se divertiram à grande.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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