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A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

25
Fev19

Vestidos na entrega dos Óscares 2019 e a conversa da treta

Manuel AR

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 Imagem da revista Glamour Globo

Os Óscares! Ai, os Óscares! Estão a aproximar-se, que delícia de doçura mais amarga. Não vejo filme nenhum que tenha ganhos óscares, nem pela interpretação, nem pela música, nem pela banda sonora, nem pela realização, nada disso o melhor,  para mim, são os vestidos que irão passar sobre o tapete vermelho. Com isso é que eu deliro! Gosto de mostrar às minhas fãs (desculpem-me eles, mas isto é mais para elas) como elas, as do tapete, se vão vestir.

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CHARLIZE THERON Imagem da revista VIP

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LADY GAGA Imagem da revista VIP

Sinto-me importante porque mostro que estou atualizado e por dentro do acontecimento. Admiro-me e critico, ao mesmo tempo que me indigno  com as cores das fatiotas delas e com a quantidade de tecido gastos pelos estilistas (costureiros era antigamente). Talvez esteja no meu subconsciente o lado mais ecológico e anti consumista para os quais, apesar de tudo, com nada contribuo. Este ano tudo está horrível no mundo do tapete e assim, tento sobressair fazendo-me também de conhecedor dizendo que este ano tudo parece um carnaval du qualquer sítio aqui do nosso Portugal.

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JENNIFER LOPEZ Imagem revista VIP

Poderia escrever mais sobre isto, mas não tive tempo de ir ver revistas estrangeiras e a sites especializados dos ditos. Olhem, assim sendo, se quiserem saber mesmo a fundo tudo vão aos blogues mais doces. Li por aí num desses que está tudo muito péssimo e que, por isso, é como se fosse cada tiro, cada melro. Coitadinhos dos melros, não me digam que andam a caçar melros com arcabuzes de caça para os jantares gastronomicamente chiquérrimos. E logo os melros que são pássaros de canto melodioso.

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EMMA STONE – Imagem da revista VIP

Ter fé na humanidade não é para qualquer um. Especialmente quando se entra na área do tapete vermelho em que sobressai overdose da cor que mais detesto e só para quem conhece os vestidos dos óscares. Tirem-me essa da minha frente para poder recuperar a minha fé na humanidade.  

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KACEY MUSGRAVES Imagem revista VIP

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Gemma Chan Imagem de standard.co.uk

Não veem para aqui chamadas as minhas formações superiores na área das ciências sociais, mas que isto dos vestidos que passam no tapete vermelho dos óscares merecia uma investigação ao nível de doutoramento, lá isso merecia.  Achas? Perguntarão vocês. Sim, acho, porque não tenho estudos suficientes para poder afirmar que os vestidos deste ano estão ao nível do carnavalesco e tenho pena de não saber explicar porquê. Deixem-se de tretas que criam ilusões na cabeça delas e, já agora, também deles. É como dizer: Ah! Se eu tivesse muito dinheiro e contratasse os melhores estilistas para ter os melhores vestidos, cabeleiros e esteticistas isso sim, eu apresentaria não a piroseira dos vestidos deste ano.  Faria tudo melhor, muito melhor, e teria gosto como de ninguém!

Vejam os bons filmes comam pipocas e deixem-se de tretas. Para quê estar em cima do acontecimento dos vestidos usados pelas vedetas no dia da entrega do Óscares 2019 quando, depois, vou ali ao H&M e CA comprar uns trapitos para ficar na ilusão de que estou muito na moda.

 

19
Fev19

Lá para os meus lados

Manuel AR

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Como já lhes tinha dito resolvi passar uns dias aqui para os lados de Viseu na Beira Alta para aproveitar estes ótimos dias de sol previstos, também para o Dia dos Namorados(as). Não vão acreditar, mas acabei por passar a noite e a madrugada desse dia no quentinho da cama porque era mesmo o que apetecia. Não, não foi nada disso que estão a pensar, a razão principal foi que o frio era tanto que nem apetecia sair. Portanto, sobre este dia, estamos conversados.

Aqui por estes lados adoro almoçar fora em restaurantes onde a comida seja bem portuguesa e esteja longe de ficarmos a olhar para a dose muito bem apresentadinha no “dish” dos restaurantes chiquérrimos descritos em alguns blogs do mais doce que há por aqui. Lá porque os alvos e enormes pratos são decorados com uns pinguitos de molho colorido em cujo centro se apresenta um pedacito de peixe ou carne braseado, (grelhado é coisa possidónia), e sejam circundados por uma cenoura baby e umas tiras de pepino torneadas dizem logo que é excecional e logo vai tudo na onda a marcar mesa. Em vez de comi dizem provei ou degustei, verbos muito mais elegante, e que estão na moda! Acrescentam ainda que foi ótimo, que desfrutaram de uma delícia ao mesmo tempo que propagandeiam aos seus milhares de fãs a decoração da nova casa para onde foram morar que foi integralmente concebida pelo autor, normalmente autora, com peças avulso compradas aqui e dali. Que fique bem claro que nada tenho contra os autores(as) desses blogs, o que me espanta é a sua aceitação quase incondicional pelos(as) fãs do que dizem.

Voltando à boa comida portuguesa, resolvi então fazer-lhe justiça divulgando alguns locais onde o “chef” ou o amável empregado de mesa não nos vem chatear a perguntar se está tudo bem. Sim está tudo ótimo, dizemos mesmo que não esteja.  Quando está tudo ou alguma coisa mal o melhor é reclamar logo.

Quando se vai almoçar ou a jantar fora,  cá para estes lados, é comida verdadeira, elaborada por cozinheiros, que agora também têm o direito de serem chamados “chefs” e come-se bem e a sério, não à séria, como dizem para aí alguns e algumas nas televisões deturpando o sentido do léxico utilizado. Estão neste momento alguns(mas) a pensar, e bem, que quantidade não é qualidade. Pois não, o segredo está na seleção do restaurante. Aqui por estes lados existe o hábito, especialmente ao domingo, de almoçar ou jantar fora, mas é para isso mesmo, comer e não para provar umas coisitas que certos “chefs” e proprietários de restaurantes conseguiram fossem passados nas televisões e badalados nas imprensa de tempos livres e de gastronomia.

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Restaurante Casablanca

A “Casablanca”, o “Viso”, o “Póvoa Dão”, a “Quinta da Magarenha”, estes dois últimos um pouco mais afastados do centro, mas que são dignos de uma visita, apresentam ementas extensas e qualidade nos pratos que dignos de fazer fazem inveja aos mais badalados restaurantes.

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Restaurante do Póvoa Dão

Atualmente a vida de trabalho para ele e para ela são agrestes porque já não têm sequer tempo para cozinhar refugiam-se na comida takeway, nas pizas, nos hambúrgueres, nas massas, eu sei lá, tudo quanto seja rápido, já que temos que deitar cedo porque novo dia de trabalho se aproxima e o stress vai atacar de novo.

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Quinta da Magarenha

De regresso a Lisboa, como habitualmente, passámos pela Nazaré onde almoçámos. Fartos de enfiar barretes nos restaurantes que proliferaram desde que em 2011 Garrett McNamara colocou a Nazaré em tudo o que era notícia resolvemos ir a um outro que já existe há muito tempo, talvez há 42 anos. Não nos arrependemos! No Maria do Mar não tem uma ementa extensa nem sofisticada, apesar de alguns pratos terem nomes muito sugestivos. Uma ementa como encontramos noutros lados, mas que difere pela qualidade e pela confeção é onde o atrativo e o fado como música de fundo. Passou a ser o meu restaurante preferido e fiquei “apaixonado” pela comida e pela proprietária cuja atenção pelo cliente é sincera e quanto baste. Restaurante familiar com receitas do tempo da avó das filhas que cozinham para nós os petiscos que se esperam após uma viagem.    

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Restaurante maria do Mar

Comer fora com frequência sai dispendioso, mas há uma coisa que lhes aconselho e que pode ajudar a aliviar o stress é, aos fins de semana, fazerem em casa umas refeições diferentes, com calma, e saborearmos o que nós próprios confecionámos.  Melhorar e recriar ementas estimula a criatividade e nada melhor do que convidar amigos(as) para apreciarem o que nós próprios confecionámos. Quem não sabe cozinhar é boa altura para começar. Receitas não faltam por aí. Uma coisa lhes digo, é muito melhor e fica muito mais barato do que ir degustar um dos “dishes” elaborados num qualquer restaurante de um qualquer “chef” dum conhecido restaurante da alta com uma ementa muito gourmet onde é necessária reserva sem a qual somos quase “corridos” como indesejáveis. Isto é, temos quase de pedir por favor para enfiar no bucho uma refeição paga a preço do ouro. Sim, eu sei que em alguns destes também se come bem e com qualidade. Reparem que digo comer bem e com qualidade e não provar e apreciar a decoração do que nos colocam no prato, embora saiba que a vista também come.

E pronto, por aqui me fico, até à breve. Entretanto, vou chupar limão para ver se da próxima vez ofereço mais acidez.

12
Fev19

Dia dos Namorados mais doce do que ácido

Manuel AR

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Alerta! Alerta, estejam! Vem aí o dia dos namorados(as), portanto, vamos lá gastar dinheiro a comprar umas coisitas para oferecer à sua ou ao seu. Se não têm dinheiro arranjem-no. Cravem-no, peçam emprestado, endividem-se, porque a vossa(o) namorada(o) merece. Eu, cá por mim, até aconselhava alguma coisa para vocês oferecerem inserindo aqui sugestões, ou melhor, ideias, dizer publicidade seria deselegante, mas este blog é pobrezinho e mesmo que eu sugerisse alguma coisa de marca aqui não pingava nada como retribuição, por isso amanhem-se ou vão àqueles blogs tão doces, tão doces que até arrepiam de prazer só de os ler e ver. São autênticos jardins das delícias…

Meus caros leitores e minhas caras leitoras, não lhes chamo docinhos da minha vida nem bombons porque isso poderia levar a más interpretações, o que eu lhes sugiro é que não deem como prenda à vossa namorada uns bofetões e uns pontapezitos, é que isto da violência sobre o sexo feminino está agreste! Atenção, isto é mais para eles do que para elas, embora algumas também sejam frescas… Não sigam o mandamento dum certo juiz que disse que se elas se portam mal então apedrejem-nas o que até a Bíblia o diz. Desculpem-me a transcrição da anormalidade das palavras do juiz que escreveu o acórdão, mas como este não é um blog de doçuras acho que mereço a desculpa. Escreveu então, no acórdão, esse douto senhor: “Ora, o adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem. Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte. Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte. Ainda não foi há muito tempo que a lei penal [de 1886] punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando a sua mulher em adultério, nesse ato a matasse”. Espero que não tenha sido alguém do sexo feminino que passou aquilo no computador porque senão teria ficado avariado com o vómito. Mais uma vez desculpem-me este desabafo, mas, como sabem, este é o blog da fruta mais ácida.

Vou suavizar com coisas boas e doces porque também tenho direito, de vez em quando, a um docito. Não haverá nada melhor, para ele e para ela, do que a demonstração de um sentimento de apego, ternura e afeição em vez de uma coisa com "pinta", mas sem graça. Podem crer! Uma flor, um gesto de carinho, valem mais e permanecem na memória mais do que uma prendinha muito cara, ou barata, que seja comprada por sugestões que não são mais do que publicidade encapotada que se dissipam ao longo do tempo. O afeto, esse, ficará para sempre. Esta saiu mais doce do que ácida e, por isso, por aqui fico. Sejam felizes!

Amanhã vou até à Beira Alta, a Viseu, passar uns diazitos, parece que por lá o frio terá abrandado. A ver vamos ou a sentir vamos, como dizia o outro, não sei que outro, mas também não interessa.

07
Fev19

A vida real e os esfarrapados

Manuel AR

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Aqui estou eu novamente com os meus ácidos bem amargos e aproveito para relatar as minhas preocupações sobre modas e modinhas que vão surgindo dos vários altares onde se pratica a liturgia das ditas. Mas perguntam vocês: a que propósito? A propósito de ver o que se passa à minha volta para depois lhes contar. Então, ontem, na minha habitual volta diária sem destino pela cidade de Lisboa, mas desta vez com algum, aproveitei para ir tratar de um assunto lá par os lados do El Corte Inglês. Não sei porquê deu-me para começar a observar as calças de gangas que eles e elas traziam a vestidas. Nãããõooo, não se trata de qualquer perversão ou taradice sexual é que comecei a reparar que as calças de ganga que traziam vestidas estavam na sua maior rasgadas, rotas, esgaçadas, com rasgões múltiplo, umas vezes nos joelhos, outras nas coxas, outras ainda na perna, abaixo do joelho e, em alguns, não poucos, caos em todas as partes das calças numas espécie de retalho. Só não reparei se traziam rasgões nos traseiros para não ficar com um torcicolo torcicolo e não me chamarem nomes menos próprios ao meu porte altivo (auto sarcasmo).

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Dirão vocês, que estão sempre no bem-vestir: «Meu caro, é a moda!». Devo ser demasiando antiquado porque quem andava assim vestido eram os que não tinha posses para comprar roupa e andavam esfarrapados. É estranho, já que nos bairros mais pobres de Lisboa, também é assim que andam vestidos, portanto estão na moda. Pois é, deve ter sido onde os magos da moda se devem ter inspirado.

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Ia eu nestas minhas observações quando me veio há memória há algum tempo atrás, (tempo à frente não pode ser porque não tenho o dom da visão do futuro, coisa que os e as da adivinhação e dos concelhos do horóscopos têm), de ter entrado, por curiosidade, numa loja que vendia gangas de uma determinada marca bem conhecida e ter perguntado à menina, por sinal muito simpática e atenciosa que delicadamente me perguntou se precisava de ajuda. Esta coisa de entrar numa loja com expositores por todo o lado que me possibilitam a escolha virem-me perguntar se preciso de ajuda é uma coisa que me faz saltar a tampa, tanto que, por vezes, rápida e contrariamente à minha simpatia metamorfoseio-me num terrível antipático. Desta vez lá me contive e, com um sorriso, perguntei apontando para umas gangas expostas, qual era o preço. «160 euros, e estão em promoção!». «Mas…», não me deixou retorquir, «Olhe que são gangas verdadeiras da marca!». «Obrigado». Saí porta fora a pensar para os meus botões, lá verdadeiras são, mas como todas as outras de não marca, são de sarja. Sarja, para quem eventualmente não saiba, é um tecido resistente de algodão ou outra fibra cujos fios são entrecruzados a fim de se obter as linhas diagonais características. Observem e vejam lá se não é! Sobre estas coisas da moda podem ver aqui um artigo que escrevi em 2012. Ena pá! Já lá vai tanto tempo!?

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O que é mudou nestes sete anos para além da p. da idade a mais? Muita coisa mudou no Mundo, mas isso ao nível da política não quero para aqui chamar. Quanto às redes sociais que já existiam naquela altura é como tudo, servem para o bem, e para tudo o resto, e quem não quer ser lobo não lhe vista a pele, mantenha-se com a de cordeirinho(a).

Leio coisas contra e a favor das redes sociais e alguns(umas). Há sítios que não são docinhos nem onde se vive no mundo onde tudo é cor de rosa e com muitas coisas doces que também os há, mas as realidades das redes socias são por vezes bem amargas.  

O que preocupa muito boa gente que por aí escreve e tem blogs “altamente” é que haja pessoas que se lamentam de ter poucos likes e fraca interação. Esses(as) que criticam ou comentam estes pontos de vista são os mesmos(as) que eu gostaria de “ouvir” se não tivessem no seu próprio blog as “audiências”, os “likes” e os comentários muito queques e elogiosos do que escrevem. Ah, dizem alguns e algumas bloggers que têm milhares de acessos nas suas audiências que é por gosto, nada disto é para cair publicidade, nem por causa dos Clickbaits, é tudo porque gosto muito de escrever. Então, não é? Acho que são tudo tretas para lagriminha fácil porque nos referidos blogs a publicidade a marcas e outras coisas mais lá estão a cair e não é à borla… Por isso a crítica às redes sociais tem de ser feita em outro lugar de meditação com menos doçuras à mistura…

E se eu gritasse daqui: LARGUEM O ÉCRÃ NÃO LIGUEM A NADA DISTO PIREM-SE E APANHEM SOL QUANDO ELE APARECE, e hoje por acaso até não está mau, podiam-me perguntar, ENTÃO O QUE ESTÁS AINDA TU AQUI A FAZER?

Bem, por hoje já libertei a minha acidez e aqui vou eu…

 

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