Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

02
Jul19

Humoristas e cómicos da treta andam por aí

Manuel_AR

Humoristas.png

Não tenho jeito nenhum para fazer humor. Digo como toda a gente umas piaditas e não mais do que isso, mas há por aí muitos que se intitulam profissionais do humor e da comédia e dizem ser atores de stand up.

Humoristas e cómicos são vários. Fazem espetáculos aqui e a ali. Enchem salas, dizem. Os seus fãs são um público, normalmente jovem, que assiste e ri-se por tudo e por nada. No palco encontra-se um contador de anedotas, em cada frase que pronuncia constam dois ou três palavrões, senão mais, da coleção do calão lexical português. Aplausos, gargalhadas quase mentecaptas eclodem das salas. Quando tal não acontece esses ditos humoristas e cómicos queixam-se do público e da incompreensão que sentem para com o seu dito humor.

Se eu fosse especialista em classificação arranjaria uma taxinomia para humoristas e cómicos da parvoíce.

Fazer humor é das artes mais difíceis de concretizar. É um papel ingrato no sentido em que não compensa o trabalho que alguns verdadeiros humoristas lhe consagram. Fazer rir é para muito poucos. Quando não o conseguem sentem-se injustiçados, e insistem em fazê-lo apenas para o seu micro público, com o seu fácil e suposto humor anedótico que utiliza a liberdade de expressão que ultrapassa os limites violentando as fronteiras do razoável. Sentem-se com o direito de reivindicar o direito de liberdade de expressão, o mesmo direito que nos assiste a nós, os outros, para os crucificarmos depois em praça pública. A mesma praça pública, aliás, e com a mesma violência.

Um caso paradigmático é o de Hermano José, que foi, e ainda é, um dos melhores humoristas, com o falhanço não previsto quando esteve a trabalhar na SIC e que, para captar audiência passou a descambar para o mau gosto para aumentar, sem sucesso, as audiências.

Mas há outros, vários, que surgiram na esteira dos Gatos Fedorentos e que passaram a estar na moda, tentando repercutir por imitação o seu humor, mas sem sucesso.

Não podemos, contudo, generalizar porque há humoristas com qualidade em Portugal de que Ricardo Araújo Pereira é paradigmático.

A cada duas palavras um palavrão bla…bla…, f., bla… bla…, c., bla…bla…, p., bla…bla…bla… f.d.p., etc. e por aí fora. A assistência ri-se, bate palmas, vibra, não sei se das anedotas, dos palavrões ou se da figura do humorista. Tal é o caso do asneirento tal Fernando Rocha esse senhor que se intitula humorista e cómico do qual uma televisão transmitiu no passado mês de maio, já a altas horas, um espetáculo. 

Se baixassem as calças e mostrassem o rabo para o público então seria a desbunda total da risota e o ponto alto da comédia. 

Há também o humor do mau gosto que fazem piadas sobre acidente reais como o acidente autocarro na Madeira sem o mínimo respeito pela tristeza alheia.

Humoristas como estes reduzem-se a fazer graça e gracinhas com vídeos que publicam no Youtube e conseguem milhares de visualizações a maior parte são adolescentes na fase em que apreciam graçolas sem tino. Outros vão lá por curiosidade, para ver como é, e abandonam, se forem milhares de curiosos não interessa, o certo é que contam. Há também aqueles que se alimentam do falso humor, que gastam o seu dinheiro a comprar bilhetes para espetáculos acabando por encher as salas. Estes estão a contribuir para aumentar o ego de muitos falhados humoristas cómicos.

Não, não sou puritano nem moralistas, eu próprio digo f. e p. quando é preciso. Mas, por favor vejamos os contextos.   

Humoristas genuínos e profissionais precisam-se.

 

17
Jun19

Vendedores da era digital

Manuel_AR

Vendedores digitais.png

Aqui estou de novo desta feita para falar de uma nova moda ligada à promoção de vendas que adotou mais uma vez um nome inglês. São os influencers, os vendedores da banha da cobra da era digital.

As manigâncias utilizadas para vender o que se torna apetecível para comprar que às vezes não é necessário são mais do que muitas para atrair totós como eu, por exemplo, cuja experiência já não me deixa cair facilmente em tentações influenciadoras.

Alguém que consegue influenciar outras pessoas, seja para comprar determinado produto, assumir alguma postura ou refletir sobre assuntos específicos é um “influencer” digital. São formadores de opinião que usam os canais de comunicação para transmitir para o seu público o que pensam, o que fazem e o que sabem,  levando outros a segui-los por imitação.

Os “influencers”, em português influenciadores, ou lá como lhes queiram chamar, utilizam vários truques, nomeadamente em blogs ditos intimistas e pessoais, espécie de artimanhas para atrair moscas, leia-se descuidados.

Há de tudo, e tudo serve para influenciar e sacar “massa” aos incautos. Se se perguntar se é tudo mau, não, não é, mas será que é necessário? E será de melhor qualidade do que aquele outro que vimos numa outra loja ou site de um conceituada marca, daquele produto, seja de moda, seja de cosmética, seja de tecnologia, etc..

Tudo serve para nós, pobres totós, cairmos na armadilha e nos deixarmos influenciar. Quem ganha são os “influencers”, que também têm direito à vida. Por essa blogosfera há vários e várias que, tal como eu, se acham os e as maiores. O meu caso, devo esclarecer, sou o maior, mas cá por baixo…

Eles andam por aí metidos em tudo quanto possa sacar dinheiro aos(às) pobres incautos(as). Ele é realização de palestras, workshops e consultorias, veiculação de anúncios nas suas páginas ou blogs, enfim, tudo o que seja matéria que possa ser vendável, mas sobretudo a moda e toda a espécie de acessórios.

Diariamente há quem faça publicações que mostram um novo maravilhoso batom cuja própria também usa, ou os seus recentes, maravilhosos e incríveis ténis, ou um inovador tratamento de beleza que as suas seguidoras, dizem, não podem também deixar de experimentar. Isto, claro, é para elas, mas também pode ser para eles!

Ainda há quem, depois de muito dinheiro acumulado, decida criar a sua própria linha de vestuário ou de qualquer outro produto. Contudo, de forma surpreendente, a(o) “influencer” pode não conseguir vender um número mínimo para que as encomendas pudessem resultar.

Os lamentos para convencer vêm depois através do aproveitamento emocional dos seus seguidores ao escreverem que têm o "coração despedaçado" com a falta de vendas do seu produto e, de forma mais ou menos intimista escrevem: "Eu sabia que seria difícil, mas vocês estavam a dar-me um feedback tão positivo que eu achava que as pessoas gostavam e iam comprar". E, não contentes, acrescentam: "Ninguém manteve a sua palavra e, como tal, não pude aceder aos pedidos das pessoas que fizeram uma compra e isso está a partir-me o coração", bla, bla, bla!

Há quem comece a duvidar da fiabilidade da publicidade que youtubers, instragammers e outros influencers fazem nas suas páginas a determinadas marcas, por mostrarem situações que, muitas vezes, não correspondem à sua realidade por não conhecerem nem comprovarem realmente os benefícios de determinado produto.

É a estratégia de aconselhar dizendo que lá em casa já experimentou, que se deu muito bem, e que até os seus(suas) melhores amigos(as) já experimentarem e que resultou imenso. Poderia apontar vários sites e blogs, mas não vou fazê-lo para não estragar o ganha pão de meninos e meninas muito bem, chiquérrimos(as), da nossa praça que conseguem ter milhões de visualizações e milhares de “gostos”. Por outro lado, ainda escreviam por aí que eu tinha era inveja de não ter tantos seguidores e “likes”, já agora em inglês também tenho direito.

O que acho seria dinheiro em caixa era escrever um livro, já que há tantos(as) songamongas, como eu seria se o fizesse, a escrever livros cujo título poderia ser “Influencers para Tótós”.

Para terminar aqui vai uma influenciazinha para elas (para eles vai na próxima) da Revista Vogue, esta sim, de origem:

As camisas brancas saíram à rua

Camisas brancas.png

Para nos provarem porque é que são a peça indispensável no guarda-roupa de qualquer mulher. Do estilo mais boémio ao mais clássico, fomos ao street style perceber como é que as estrelas desta passerelle alternativa vestem camisas brancas.

Patti Smith na capa do célebre álbum HorsesUma Thurman em Pulp FictionDiane Keaton em Annie Hall de Woody Allen, Angelina Jolie em Mr. and Mrs. SmithJulia Roberts em Pretty WomanSusan Sarandon em The Client. Esta lista é daquelas que não tem fim e não é difícil perceber o porquê. “Na dúvida, tudo fica bem com uma camisa branca,” disse Victoria Beckham. Já Elizabeth Taylor foi mais assertiva, afirmando que “todas as mulheres deveriam ter uma camisa branca no guarda-roupa.”….

 Podem continuar a ler aqui.

01
Jun19

Que bom, estamos no tempo de praia!

Manuel_AR

Praias.png

Ainda não é assim, mas vai ser

Há quanto tempo não estava por aqui! Não abandonei o blogue, não, só que, vocês já sabem, as desculpas do costume!

Como uma ocupação livre de compromissos e com o calor que se faz sentir resolvi ir a uma praia do lado de lá de Lisboa. Era um dia de semana, dia de trabalho e de aulas e, surpresa minha, havia gente que nunca mais acabava. Seriam todos como eu de ocupação livre? Consultei de seguida o calendário no meu telemóvel para confirmar o dia da semana, não fosse lá eu já não saber às quantas andava. Mas, não, estava certo, era quinta feira!

Podem clamar vocês: Tás parvo ou quê? Não sabes que Portugal está a ser visitado por imensos turistas estrangeiros! Sei, mas estes não eram, pude confirmar, era gente que devia estar nos seus trabalhos, ou melhor, empregos, nas aulas, inclusive crianças em idade escolar com possíveis familiares que os acompanhavam nas lides de banhistas.

 Se uns têm direito de ir à praia, aos que estão a fuçar até às tantas lanço-lhes daqui um grito de revolta e que, na próxima semana, façam o mesmo. Quem trabalha que arranje uma desculpa para dar ao patrão e quem estuda que se borrife e falte às aulas e bora, tudo prá praia.

Por mim era verão o ano inteiro. Para elas não há alegria como a de escolher um vestidinho, calçar umas chinelitas e lá vão todas coquetes. Mas pronto, nem todas as peles se dão bem com o sol muito forte. Um dos maiores problemas do sol é aquela sensação de pele seca e desidratada. Para isso sempre temos as versões dos cremes e loções filtrantes. Para elas e para eles basta aplicarmos um creme que dá logo aquela sensação de frescura e nos faz sentir melhor. Eu cá por mim dou-lhes dois conselhos: O Eisenberg e o Nívea Sun.

Protetorsolar_1.png

Protetorsolar_2.png

Para eles vamos lá mostrar esses físicos mais ou menos atarracados troncudos e musculados moldados à pressão nos ginásios com corpos e desproporcionados em relação à altura, mostrar os desenhos das tatuagens desenhados com perícia nos ditos corpinhos.

Musculos.png

Aproveitem também para fazer algumas exibições de mortais, simulações de piruetas e saltos atabalhoados para dentro de água "para fêmea ver" (desculpem-me elas esta palavra muito machista e animalesca), porque já têm pessoal suficiente para a assistência basbaque.

Outra novidade que deve ser uma nova moda, chiquérrima, é levar para a praia uma geleira com garrafas para fazer cocktails, material para confecionar caipirinhas ao momento e gelo e incluir também copos de pé. Ou, então, outra alternativa que é a de ir ao café ou restaurante mais próximo comprar uma garrafa de vinho branco maduro ou verde, pedir um frapê e dois copos de vidro para, calmamente, ir para a beira mar beber debaixo de um calor tórrido. Onde chega a piroseira! 

Lembrei-me agora que poderão ser os preocupadíssimos com o ambiente e com os plásticos. Sempre é melhor espalharem os vidros pela praia do que os plásticos!

De qualquer modo aqui fica um conselho para um Alvarinho Branco Portal do Fidalgo 25 anos Reserva.

Vinho Verde.jpg

2015 Portal do Fidalgo 25 anos Reserva Alvarinho branco 29,00 €

À venda na Garrafeira Nacional

   

 

08
Mai19

As loucuras da fruta mais ácida

Manuel_AR

Moda louca.png

Olá pessoal fixe! As minhas ausências prolongadas são devido a não ter tempo para tudo. Sim, os afazeres são muitos. Gostariam que lhes contasse tudo sobre a minha vida privada, mas desenganem-se. Isso não vai acontecer.

Se eu fosse como alguns(mas) que há por aí contava-lhes tudo e mais alguma coisa mesmo que fosse inventado, tipo romance intimista. Tão a ver? Ou então falava de outras coisas tão banais e displicentes como o desaparecimento da Maid Mccan fazendo comentários lamentáveis. A minha fruta ácida não chega a tanto.

Sabugueiro.jpg

 A única coisa que lhes digo é que depois da páscoa saí do bulício de Lisboa e vim para a calma do interior da Beira Alta onde me encontro no meio dos passarinhos que chilreiam saltitando de árvore para árvore no meu jardim, e onde as flores do sabugueiro do pátio interior perfumam o ar em redor.

Casa Beira Alta.jpg

Este pequeno paraíso para onde de vez em quando fujo, para o manter como tal, dá trabalho e consome tempo porque, como sabem, um é consequência do outro. Com certeza que já se deram conta a dizer para os vossos botões, ou para quem os escute, que «não tenho tempo para realizar o trabalho que tenho para fazer» ou «tenho tanto trabalho que não tenho tempo para tudo». É isso mesmo! E, para além disso, há que manter atualizados dois blogs.

É por isso que não entendo como alguns(mas) conseguem ter tempo para escrever páginas de texto no meio duma vida familiar atarefadíssima com viagens, anúncios, conselhos, arrumações e decorações de casas e escrever livros sobre isto e aquilo que muitos(as) gostam de ler, (há gostos para tudo), eu sei lá! Ás vezes até penso que é tudo ficção. Mas, claro, se apresentar umas fotografiazinhas do que se passa em minha casa tudo passa a fazer sentido e deixa de ser ficção.

Como gostaria também que me pedissem conselhos sobre como colocar um centro de mesa para um jantar chiquérrimo que vou oferecer a uns meus amigo, ou que mala comprar que dê com meu vestido ou casaco amarelo e, ainda, como fazer sobressair os meus olhos verdes e, aproveitando aconselho uma marca que patrocino para ver se me cai qualquer coisa no meu mealheiro. Estão a ver? Tipo aqueles programas em que se recebem e leem cartas do correio sentimental dos(as) leitores(as) e depois se dão conselhos.

Ser uma espécie de figura com visibilidade lá por que se tem um blogue popularucho e ser convidado(a) para aqui, e para ali, a quanto obrigas!

Pois é, meus caros(as) leitores(as) a vida de um(a) blogger de futilidades é dura. Tem de convencer quem o lê com ocas narrativas que pareçam bem fiáveis e autênticas. É um desafio de marketing e técnica publicitária.

O mais terrível, se é que se pode considerar como tal, é quando esses(as) bloggers se armam, sim, armar é o termo correto, em conselheiras tipo psicólogos(as) e professores(as) e, às vezes, até de médicos(as).

Há também os outros e outras, os(as) jovens que acham que têm humor e entram-nos pelos ecrãs da televisão com a pretensão de fazerem novas escolas de comédia. Aparecem por aí a fazer stand up’s sem graça nenhuma a não serem a deles próprios. Mas atenção, quem vai assistir é porque lhes acha piada. Afinal são sempre as mesmas à base do humor de baixa qualidade com laivos de ordinarice, contudo a assistência ri-se, ri-se muito! Talvez deles próprios. Fazer rir é mais difícil do que fazer chorar daí o recurso ao dito humor fácil. Não menciono nomes, mas vocês sabem quem anda por aí.

Vi outro dia uma gravação de uma espécie de espetáculo humorístico gravado no final do ano de 2018, o Roast Toy, espetáculo de comédia em que a figura principal é alvo de piadas, onde Toy foi essa figura e onde é gozado em público. Provavelmente pago para isso. As coisas nadam más para o “pimba” apesar do verão estar quase a chegar. Também lá se encontravam outros ditos cómicos, de comicidade duvidosa e, espantem-se, também lá estava uma tal e conhecida blogger, não sei se apenas a assistir ou também para ser gozada. É uma doçura que também deve achar que o seu blogue tem humor e sarcasmo. Uma coisa tem, decerto, são “clientelas” da vulgaridade e da superficialidade para o blogue e para as marcas que nele inclui. E lá são divulgadas tantas coisas boas, bonitas e práticas!… Todas novidades fresquinhas. Vamos lá raparigada a abrir os cordões à bolsa, tudo em força a comprar, ajudem lá o blogue! Vamos lá mudar o look com umas compritas para depois receberem elogios ao dizerem-lhes que ficaram lindaaaas… Tirem depois umas fotografias cheias de pose e ponham-nas no Instagram ou enviem para publicação num dos blogues das doçuras. Não enviem para aqui por que isto aqui é muito amargo.

Estamos na primavera vamos lá gastar o dinheirinho com as recomendações dos doces blogues. No final sempre podem depois dizer que o mês tem mais dias do que o salário…

09
Abr19

Amores à primeira vista

Manuel_AR

Escrever posts diários para blogues não é pera doce, temos que o alimentar diariamente daí que, por vezes, esteja sem chatear os eventuais leitores desta treta. Sim, chamo-lhe treta porque a minha honestidade leva a que me sacrifique ao contrário de muitos(as) outros(as) que escrevem por aí em blogues e julgam-se as(os) melhores do pequeno mundo português lá porque têm muitos milhares de visualizações. É tudo uma questão de estilo.

Amores primeira vista 1.png

Sou um(a) notável modelo que ultrapassa, de longe, as fronteiras do estilo na nossa limitada “blogosfera” portuguesa

A coisa é tal que, a maior parte dos blogues para voyeurs, da vida do(a) autor(a) é relatada com uma perfeição de marketing e geralmente escritos por elas e para elas.

Não sou a favor deles, nem delas, mas não deixa de ser muitas vezes constatado que elas têm mais apetência para o supérfluo. Nem só do intelecto vivem o homem e a mulher, o mundo é evadido por coisas boas, pelo menos aparentemente, e é aí que esses blogues maravilha têm sucesso fazendo-nos crer que é tudo muito a sério e intimista.

Falam sobre a vida própria fazendo dela acontecimentos importantes do dia como por exemplo: «Hoje fui levar o Toninho à escola e levava uns ténis da marca “tal e quê”» - escrevem – e, de seguida, colocam uma fotografia do dito Toninho com os pés e os ténis em evidência tendo ao lado a fotografia da respetiva mamã numa pose de candura imaculada. Do lado de cá ficamos todos apaixonados à primeira vista.

Narciso, segundo a mitologia grega, era um rapaz muito belo filho do deus do rio Cefiso e da ninfa Liríope que foi distinguido com uma beleza ímpar. Dias antes de seu nascimento, a sua mãe foi informada pelo vidente cego Tirésias que ele teria uma vida longa, desde que nunca olhasse para a sua imagem. Ao chegar à adolescência deixou uma longa fila de donzelas de coração partido, e também alguns rapazes que ficaram à beira do caminho um dia. Um dia viu o seu próprio reflexo numa fonte de água que jorrava para um lago e apaixonou-se por si mesmo. Incapaz de se afastar da fonte da sua contemplação, teve uma crise e não se afastou, ali ficando até finalmente morrer de sede e de fome.  Narciso simboliza a vaidade e a insensibilidade, visto que ele era emocionalmente entorpecido às solicitações daqueles que se apaixonaram pela sua beleza.

Pois é, caros(as) leitores(as), expor a nossa vida aos outros(as) que não conhecemos de lado nenhum, por necessidade de ganhar a vida, é uma atitude corajosa e merece elogio, se não fosse também uma exposição narcisista. É a exploração da índole muito humana da cusquice feminina portuguesa.

Amores primeira vista 2.png

Ela é o estilo de um ícone da moda

Aqui, nesta treta de blogue maldizente, quiçá com um toque de invejazinha, não dou conselhos nem “bitates” publicitário sobre novos produtos para higiene íntima, que sugiro para os vossos filhos vestirem hoje para saírem de casa e irem para o infantário ou escola , nem onde deixar em tempo de férias da Páscoa os vossos filhotes, como muitas escrevem, (termo utilizado em zoologia para cria). Parece terem na manga soluções para tudo. O certo é que isso rende e tem catervas de leitoras e leitores(?).

Algumas bloguistas, refiro-me agora apenas a elas, plenas de “estilo” sabem e conhecem tudo, elas fazem de psicólogas, médicas, enfermeiras, educadoras, conselheiras domésticas, enfim, no mostrar que se sabe de tudo é que está o ganho. São exemplos de uma vida a sério, Olhem que não se diz à séria, é a sério.

Publicar superficialidades – para isso já basto eu – é outra coisa que está a dar e há quem os edite, e há quem os compre. O segredo é saber que há gente para tudo, já diziam os meus avós.

Estas bloguistas, dedico apenas ao género feminino porque é mais sensível e maternal, agora chamadas de influenciadoras digitais, são o máximo a exporem-se publicamente e aos filhos através de imagens, mostrando o que fazem e o que não fazem, colocando-se elas próprias como sendo exemplo a seguir por imitação. Alguns blogs são autênticos mitos que foram induzidos e que cujas frequentadoras ajudam a divulgar, ao mesmo tempo que as ajudam a ganhar a vida.  

Para finalizar:

A desfrutar de uns dias de desanco em Roma, Itália, na companhia da família, Ana Garcia Martins, autora do blogue, A Pipoca Mais Doce, tem partilhado com os seus seguidores nas redes sociais várias fotografias da viagem. Porém, uma publicação, em particular, está a gerar polémica.

Numa imagem onde surge com os dois filhos, Mateus e Benedita, Ana Garcia Martins escreveu a seguinte legenda: “Sempre que possível peço ao Mateus que faça o quatro em público, só para as pessoas perceberem que não lhe administro substâncias ilícitas. E a Beni já vai pelo mesmo caminho. Depois do caso Maddie a pessoa não arrisca”.

-------------------

Será que não é de propósito para criar polémica e aumentar a frequência do blogue? Pergunto eu que sou ignorante nestas andanças.

Pode conferir em: https://www.msn.com/pt-pt/entretenimento/famosos/autora-do-blogue-a-pipoca-mais-doce-criticada-ap%C3%B3s-brincadeira-com-maddie-mccann/ar-BBVLoq4?fbclid=IwAR2CGn4sXpwdqbo59q0bPRnY8WieCThSVtiJlHiEOM2OoIZkF5_U5hZx4Ck

Ou em

 https://www.jn.pt/ntv/interior/a-pipoca-mais-doce-azeda-bloguer-arrasada-apos-brincadeira-com-maddie-mccann-10773430.html?fbclid=IwAR39gvSSlFo1Zrbi5RIvqndeWQ84O6Doh0X_fREKAwI0OK8DZDkCxBg94gw

14
Mar19

Ai, como isto me afeta!

Manuel_AR

Namorar com agricultor_SIC.png

Hoje deu-me para gatafunhar sobre doçuras pipoqueiras que falam de novos programas televisivos. Como é que eu não me lembrei disto: escrever e relacionar o Dia Mundial da Mulher com “horribilis” programas como "Quem quer namorar com o agricultor?" (SIC) e "Quem quer casar com o meu filho?" (TVI). Houve, todavia, quem, muito dado a pipoqueiras doçuras que o fez porque se escandalizou e transformou a doçura em acidez. Só gostava de saber por que é que o tema foi badalado em alguns sites de notícias de jornais como o jornal Sol e o Notícias ao Minuto. Pode ter sido do tipo: vou falar disto porque assim vão falar ainda mais de mim e eu necessito de publicidade como pão para a boca.

Programas televisivos do género reality show do tipo “horribilis” nos dois canais já houve vários. E blogues do tipo doçuras protestaram? Não. Até que também é bom e divertido ver lixinhos televisivos. Naturalmente! Só agora é que bradam com porras de limites ultrapassados por aqueles dois programas. Se concordo com este tipo de programas? É claro que não. Sou visceralmente contra. E não vejo apenas a RTP2, nem tenho pretensões a ser intelectual nem jornalista de meia tijela, quanto mais um bom escritor de coluna social publicitária com ares de seriedade. Ser oco também nunca foi a minha pretensão nem escrevo sobre consumismos e modas vãs que se vendem por haver sempre quem compre.

Os canais de televisão estão no seu direito de fazer pela captação de audiências, compete-nos a nós todos contribuir para uma educação cultural e seletiva dos gostos. Não basta criticar os programas porque nos ofendem ou porque não gostamos, ou porque achincalham as mulheres porque a onda, de momento, passou a ser a defesa intransigente da mulher, e está “in”.

Os homens com o cérebro do tamanho de um amendoim são os que assentam na apreciação de mulheres apenas como entes físicos, como se não as houvesse também mulheres com cérebros com tamanhos ainda mais pequenos do que amendoins. Não, não, estou a dizer que, se é loura, logo, é burra.  Homens e mulheres cada um é como cada qual. Cliché, também este, oco de raiz porque o que está em causa tem a ver com o ADN, a formação e a educação.

Se as televisões lançam para o ar esses programas é porque têm audiências que os vêm, mesmo que alguns(mas) desses(as) até gostem de ir apreciar obras ao Museu de Arte Antiga, assim como também há quem goste de ler blogs cujo conteúdo anda pelo mundo das pipoquices, isto é, o de privilegiar o ter, em vez do ser, e o vazio mundano do dia a dia da frivolidade.  Cá estou eu com filosofias baratas.

Em vez da complementaridade dos papéis surge uma luta radical feminista pela sua inversão. Há, todavia, um que não permitirá a inversão total: é o de trazer crianças para o mundo. Quem nos diz que daqui a dezenas de anos não irá surgir um movimento radical “masculinista”. Este termo existe no dicionário e nada tem a ver com machismo.

Aquele tipo de programas são uma vergonha para as mulheres. E para os homens? Ah! Lá, isso não! Contentem-se apenas com o não se reverem neles, nos protagonistas dos ditos programas.

À parte a igualdade de direitos e oportunidades, às vezes questiono-me se os homens alguma vez compreenderam as mulheres e se, alguma vez, as mulheres conseguiram compreender os homens enquanto seres psicologicamente diferentes, no amor, nos interesses, nas finalidades, na forma de sentir e também desiguais, nas atitudes, nos comportamentos, etc., etc.., porque seres humanos diferentes no género.

Ficou por aqui com a acidez porque senão ainda me chamam aquilo que não sou.

04
Mar19

A moda do Carnaval #0

Manuel_AR

Carnaval 1.png

Ora tomem lá para o Carnaval, é a moda Girl Power! Hoje, a imagem famosa da Girl Power, pode evocar a maneira heroica como as mulheres durante a Segunda Guerra Mundial assumiram empregos tradicionalmente ocupados por homens - operários, taxistas e até soldados - para ajudar no esforço de guerra nos EUA. A diferença é que em vez de Ora Toma estava escrito “We Can Do It”.  O que também poderia servir para vestir um trajo pleno de ironia azeda.  

Carnaval 2.png

Nada melhor do que esta época carnavalesca para evocar memórias de festejos do passado. Memórias de carnavais onde, aqui, no nosso Portugal, é tempo de frio e de chuva e as pessoas se agasalham. Sim, ainda estamos no inverno e nos carnavais daqui e dali todos, especialmente elas, se despem numa imitação grosseira do Carnaval dos trópicos onde agora é verão e o calor impera.

Portanto despir parte das vestes está relacionado com o clima de cada país. Assim como o samba, música típica do Brasil que é dançado por todo o lado nesta época e trajes reduzidos e cintilantes associados ao samba são atrativos e uma espécie de isco provocante de assédio sexual para homens, como quem diz, vês, mas não tocas. É o mesmo que dizer provoco, mas se te aproximas estás a assediar-me, logo apanhas. Era assim mesmo que devia ser em caso de assédio, um murro nas trombas. Desculpem-me elas por estas considerações macho-carnavalescas.

A moda feminina, a mais provocante, aparece-nos como algo estranho que não sei qual o seu objetivo. Não chego a perceber o conceito de assédio sexual, quando a provocação aos seus companheiros de trabalho é por demais descarada, e, se há um simpatia que seja ou comentário, não ofensivo mas de gracejo, o melhor é não fazê-lo senão já sabem, aparecem na próxima edição de um qualquer jornal ou revista sensacionalista a dizer ai que Deus, ai que Deus que a Pipinha foi vítima de assédio sexual e você, macho latino, vai cair em desgraça. Mas atenção olhem que agora já não são apenas os latinos, tudo o que é macho tem de ter cuidado, o melhor é abster-se até de olhar.  Como é Carnaval ninguém me leve a mal até condeno e não entro em assédios porque me considero ser uma pessoa de bem. Como isso de ser pessoa de bem servisse para justificar alguma coisa.  Quem levou bancos à falência também eram pessoas de bem!

Recordo-me dos carnavais de antigamente onde esses problemas do assédio não se colocavam porque todos, eles e elas, andava vestidinhos, mesmo quando se mascaravam, para se protegerem do frio.

A Avenida da Liberdade quando ainda não existiam por lá aquelas lojas de marca que vendem roupas e acessórios muito “in”, muito na moda e muito em conta e que são aconselhadas por algumas pipocas e pipocos que andam por aí a ganhar uns euros com a publicidade induzindo alguns(mas) incautas(os) que os leem, escutam ou veem a comprar por ser tudo muito chique.  Enquanto nos saem euros da nossa conta entram alguns euros na conta deles(as).

Estou a pensar em negociar com algumas lojas e marcas conhecidas para que me deixem ser fotografado junto aos artigos expostos em troca da divulgação do produto no meu blogue. Publicitar Prada e outras lojas a ver se me convidam a fazer publicidade. Para tal têm de me ajudar visualizando muitas vezes. Eu depois enviarei umas comissõezinhas pelos comentários favoráveis e pelos “gostos”. O quê? Se podem comentar a dizer mal? Claro que podem, mas aí tem de haver penalização: não há comissão!   

Como lhes estava a dizer antigamente o Carnaval era mais saudável no que aos então ditos bons costumes dizia respeito. O mesmo já não se podia dizer da sua perigosidade. Para além dos confetes e serpentinas havia os famigerados saquinhos com feijões ou com serradura que se atiravam à cabeça de quem passava, não raras vezes causadores de acidentes graves, e durante os intervalos prolongados das matinés do cinema  para divertimento das crianças, isto para além de outros líquidos impróprios que se lançavam a quem passava ou se atirava das janelas para a rua. Não é ficção da minha parte, era mesmo assim anos antes do 25 de abril. Felizmente que essa treta acabou e é sempre preferível ver corpos, meio despidos ou meio vestidos, como queiram, a dançar o samba pelas ruas com frio e chuva como vai ser o próximo.

A moda também poder ser carnavalesca fora da época. É tudo uma questão de gosto. Basta algumas doces pipocas da nossa praça o dizerem ou se deixarem fotografar ao lado dessas modas e lá estamos nós otários a emitá-las (os).

Como eu gosto de ver algumas modas que vão aparecendo por aí, e a época carnavalesca é propícia a esses reparos. Não sei porquê saltam-me à vista as calças de perfeito corte “slim” com uma pequena dobra que deixam mostrar os tornozelos impecavelmente alvos e cujos pés calçam sapatos sem meias. Que excitação! Que estimulante e encantadora contemplação! Que divinal sensação erótica! Isto nada tem a ver com homofobia, tem a ver com sensibilidade estética e acho que não sou bota de estático.

Quem lança estas modas deve sentir que os tornozelos de um homem são eróticos e, vai daí, há que os pôr a mostrá-los.

Enfim, amanhã é dia de carnaval e alguma moda também parece ser dedicada ao dito, como aquela dos vestidos manchados que parecem manchas dos testes de personalidade de Roschach, mais conhecidos por borrões de tinta a que em linguagem de moda chamam tie dye.

Borrão tinta.png

Carnaval 3.png

Tie-dye: R13, Stella McCartney, MSGN, Prada SS19

Imagem:  https://bcncoolhunter.com/2018/12/10-tendencias-moda-primavera-verano-2019/

 

25
Fev19

Vestidos na entrega dos Óscares 2019 e a conversa da treta

Manuel_AR

Oscares 2019_1.png

 Imagem da revista Glamour Globo

Os Óscares! Ai, os Óscares! Estão a aproximar-se, que delícia de doçura mais amarga. Não vejo filme nenhum que tenha ganhos óscares, nem pela interpretação, nem pela música, nem pela banda sonora, nem pela realização, nada disso o melhor,  para mim, são os vestidos que irão passar sobre o tapete vermelho. Com isso é que eu deliro! Gosto de mostrar às minhas fãs (desculpem-me eles, mas isto é mais para elas) como elas, as do tapete, se vão vestir.

Oscares 2019_2.png

CHARLIZE THERON Imagem da revista VIP

Oscares 2019_3.png

LADY GAGA Imagem da revista VIP

Sinto-me importante porque mostro que estou atualizado e por dentro do acontecimento. Admiro-me e critico, ao mesmo tempo que me indigno  com as cores das fatiotas delas e com a quantidade de tecido gastos pelos estilistas (costureiros era antigamente). Talvez esteja no meu subconsciente o lado mais ecológico e anti consumista para os quais, apesar de tudo, com nada contribuo. Este ano tudo está horrível no mundo do tapete e assim, tento sobressair fazendo-me também de conhecedor dizendo que este ano tudo parece um carnaval du qualquer sítio aqui do nosso Portugal.

Oscares 2019_4.png

JENNIFER LOPEZ Imagem revista VIP

Poderia escrever mais sobre isto, mas não tive tempo de ir ver revistas estrangeiras e a sites especializados dos ditos. Olhem, assim sendo, se quiserem saber mesmo a fundo tudo vão aos blogues mais doces. Li por aí num desses que está tudo muito péssimo e que, por isso, é como se fosse cada tiro, cada melro. Coitadinhos dos melros, não me digam que andam a caçar melros com arcabuzes de caça para os jantares gastronomicamente chiquérrimos. E logo os melros que são pássaros de canto melodioso.

Oscares 2019_5.png

EMMA STONE – Imagem da revista VIP

Ter fé na humanidade não é para qualquer um. Especialmente quando se entra na área do tapete vermelho em que sobressai overdose da cor que mais detesto e só para quem conhece os vestidos dos óscares. Tirem-me essa da minha frente para poder recuperar a minha fé na humanidade.  

Oscares 2019_6.png

KACEY MUSGRAVES Imagem revista VIP

Oscares 2019_7.png

Gemma Chan Imagem de standard.co.uk

Não veem para aqui chamadas as minhas formações superiores na área das ciências sociais, mas que isto dos vestidos que passam no tapete vermelho dos óscares merecia uma investigação ao nível de doutoramento, lá isso merecia.  Achas? Perguntarão vocês. Sim, acho, porque não tenho estudos suficientes para poder afirmar que os vestidos deste ano estão ao nível do carnavalesco e tenho pena de não saber explicar porquê. Deixem-se de tretas que criam ilusões na cabeça delas e, já agora, também deles. É como dizer: Ah! Se eu tivesse muito dinheiro e contratasse os melhores estilistas para ter os melhores vestidos, cabeleiros e esteticistas isso sim, eu apresentaria não a piroseira dos vestidos deste ano.  Faria tudo melhor, muito melhor, e teria gosto como de ninguém!

Vejam os bons filmes comam pipocas e deixem-se de tretas. Para quê estar em cima do acontecimento dos vestidos usados pelas vedetas no dia da entrega do Óscares 2019 quando, depois, vou ali ao H&M e CA comprar uns trapitos para ficar na ilusão de que estou muito na moda.

 

19
Fev19

Lá para os meus lados

Manuel_AR

Viseu.png

Como já lhes tinha dito resolvi passar uns dias aqui para os lados de Viseu na Beira Alta para aproveitar estes ótimos dias de sol previstos, também para o Dia dos Namorados(as). Não vão acreditar, mas acabei por passar a noite e a madrugada desse dia no quentinho da cama porque era mesmo o que apetecia. Não, não foi nada disso que estão a pensar, a razão principal foi que o frio era tanto que nem apetecia sair. Portanto, sobre este dia, estamos conversados.

Aqui por estes lados adoro almoçar fora em restaurantes onde a comida seja bem portuguesa e esteja longe de ficarmos a olhar para a dose muito bem apresentadinha no “dish” dos restaurantes chiquérrimos descritos em alguns blogs do mais doce que há por aqui. Lá porque os alvos e enormes pratos são decorados com uns pinguitos de molho colorido em cujo centro se apresenta um pedacito de peixe ou carne braseado, (grelhado é coisa possidónia), e sejam circundados por uma cenoura baby e umas tiras de pepino torneadas dizem logo que é excecional e logo vai tudo na onda a marcar mesa. Em vez de comi dizem provei ou degustei, verbos muito mais elegante, e que estão na moda! Acrescentam ainda que foi ótimo, que desfrutaram de uma delícia ao mesmo tempo que propagandeiam aos seus milhares de fãs a decoração da nova casa para onde foram morar que foi integralmente concebida pelo autor, normalmente autora, com peças avulso compradas aqui e dali. Que fique bem claro que nada tenho contra os autores(as) desses blogs, o que me espanta é a sua aceitação quase incondicional pelos(as) fãs do que dizem.

Voltando à boa comida portuguesa, resolvi então fazer-lhe justiça divulgando alguns locais onde o “chef” ou o amável empregado de mesa não nos vem chatear a perguntar se está tudo bem. Sim está tudo ótimo, dizemos mesmo que não esteja.  Quando está tudo ou alguma coisa mal o melhor é reclamar logo.

Quando se vai almoçar ou a jantar fora,  cá para estes lados, é comida verdadeira, elaborada por cozinheiros, que agora também têm o direito de serem chamados “chefs” e come-se bem e a sério, não à séria, como dizem para aí alguns e algumas nas televisões deturpando o sentido do léxico utilizado. Estão neste momento alguns(mas) a pensar, e bem, que quantidade não é qualidade. Pois não, o segredo está na seleção do restaurante. Aqui por estes lados existe o hábito, especialmente ao domingo, de almoçar ou jantar fora, mas é para isso mesmo, comer e não para provar umas coisitas que certos “chefs” e proprietários de restaurantes conseguiram fossem passados nas televisões e badalados nas imprensa de tempos livres e de gastronomia.

Casablanca1.png

Casablanca2.png

Restaurante Casablanca

A “Casablanca”, o “Viso”, o “Póvoa Dão”, a “Quinta da Magarenha”, estes dois últimos um pouco mais afastados do centro, mas que são dignos de uma visita, apresentam ementas extensas e qualidade nos pratos que dignos de fazer fazem inveja aos mais badalados restaurantes.

PovoaDão.png

Restaurante do Póvoa Dão

Atualmente a vida de trabalho para ele e para ela são agrestes porque já não têm sequer tempo para cozinhar refugiam-se na comida takeway, nas pizas, nos hambúrgueres, nas massas, eu sei lá, tudo quanto seja rápido, já que temos que deitar cedo porque novo dia de trabalho se aproxima e o stress vai atacar de novo.

Quinta da Magarenha.png

Quinta da Magarenha

De regresso a Lisboa, como habitualmente, passámos pela Nazaré onde almoçámos. Fartos de enfiar barretes nos restaurantes que proliferaram desde que em 2011 Garrett McNamara colocou a Nazaré em tudo o que era notícia resolvemos ir a um outro que já existe há muito tempo, talvez há 42 anos. Não nos arrependemos! No Maria do Mar não tem uma ementa extensa nem sofisticada, apesar de alguns pratos terem nomes muito sugestivos. Uma ementa como encontramos noutros lados, mas que difere pela qualidade e pela confeção é onde o atrativo e o fado como música de fundo. Passou a ser o meu restaurante preferido e fiquei “apaixonado” pela comida e pela proprietária cuja atenção pelo cliente é sincera e quanto baste. Restaurante familiar com receitas do tempo da avó das filhas que cozinham para nós os petiscos que se esperam após uma viagem.    

Maria do Mar.png

Restaurante maria do Mar

Comer fora com frequência sai dispendioso, mas há uma coisa que lhes aconselho e que pode ajudar a aliviar o stress é, aos fins de semana, fazerem em casa umas refeições diferentes, com calma, e saborearmos o que nós próprios confecionámos.  Melhorar e recriar ementas estimula a criatividade e nada melhor do que convidar amigos(as) para apreciarem o que nós próprios confecionámos. Quem não sabe cozinhar é boa altura para começar. Receitas não faltam por aí. Uma coisa lhes digo, é muito melhor e fica muito mais barato do que ir degustar um dos “dishes” elaborados num qualquer restaurante de um qualquer “chef” dum conhecido restaurante da alta com uma ementa muito gourmet onde é necessária reserva sem a qual somos quase “corridos” como indesejáveis. Isto é, temos quase de pedir por favor para enfiar no bucho uma refeição paga a preço do ouro. Sim, eu sei que em alguns destes também se come bem e com qualidade. Reparem que digo comer bem e com qualidade e não provar e apreciar a decoração do que nos colocam no prato, embora saiba que a vista também come.

E pronto, por aqui me fico, até à breve. Entretanto, vou chupar limão para ver se da próxima vez ofereço mais acidez.

12
Fev19

Dia dos Namorados mais doce do que ácido

Manuel_AR

Namorados_Valentim.png

Alerta! Alerta, estejam! Vem aí o dia dos namorados(as), portanto, vamos lá gastar dinheiro a comprar umas coisitas para oferecer à sua ou ao seu. Se não têm dinheiro arranjem-no. Cravem-no, peçam emprestado, endividem-se, porque a vossa(o) namorada(o) merece. Eu, cá por mim, até aconselhava alguma coisa para vocês oferecerem inserindo aqui sugestões, ou melhor, ideias, dizer publicidade seria deselegante, mas este blog é pobrezinho e mesmo que eu sugerisse alguma coisa de marca aqui não pingava nada como retribuição, por isso amanhem-se ou vão àqueles blogs tão doces, tão doces que até arrepiam de prazer só de os ler e ver. São autênticos jardins das delícias…

Meus caros leitores e minhas caras leitoras, não lhes chamo docinhos da minha vida nem bombons porque isso poderia levar a más interpretações, o que eu lhes sugiro é que não deem como prenda à vossa namorada uns bofetões e uns pontapezitos, é que isto da violência sobre o sexo feminino está agreste! Atenção, isto é mais para eles do que para elas, embora algumas também sejam frescas… Não sigam o mandamento dum certo juiz que disse que se elas se portam mal então apedrejem-nas o que até a Bíblia o diz. Desculpem-me a transcrição da anormalidade das palavras do juiz que escreveu o acórdão, mas como este não é um blog de doçuras acho que mereço a desculpa. Escreveu então, no acórdão, esse douto senhor: “Ora, o adultério da mulher é um gravíssimo atentado à honra e dignidade do homem. Sociedades existem em que a mulher adúltera é alvo de lapidação até à morte. Na Bíblia, podemos ler que a mulher adúltera deve ser punida com a morte. Ainda não foi há muito tempo que a lei penal [de 1886] punia com uma pena pouco mais que simbólica o homem que, achando a sua mulher em adultério, nesse ato a matasse”. Espero que não tenha sido alguém do sexo feminino que passou aquilo no computador porque senão teria ficado avariado com o vómito. Mais uma vez desculpem-me este desabafo, mas, como sabem, este é o blog da fruta mais ácida.

Vou suavizar com coisas boas e doces porque também tenho direito, de vez em quando, a um docito. Não haverá nada melhor, para ele e para ela, do que a demonstração de um sentimento de apego, ternura e afeição em vez de uma coisa com "pinta", mas sem graça. Podem crer! Uma flor, um gesto de carinho, valem mais e permanecem na memória mais do que uma prendinha muito cara, ou barata, que seja comprada por sugestões que não são mais do que publicidade encapotada que se dissipam ao longo do tempo. O afeto, esse, ficará para sempre. Esta saiu mais doce do que ácida e, por isso, por aqui fico. Sejam felizes!

Amanhã vou até à Beira Alta, a Viseu, passar uns diazitos, parece que por lá o frio terá abrandado. A ver vamos ou a sentir vamos, como dizia o outro, não sei que outro, mas também não interessa.

foto do autor

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
Em destaque no SAPO Blogs
pub