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A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

A Fruta mais Ácida

Lugar onde se vende toda, ou quase toda, a fruta com que a sociedade nos premeia. A fruta doce e a ácida estarão expostas à mistura com algum mel.

27
Abr20

Tenho horror a influencers

Manuel_AR

Influenciadores_3.png

Isto de estar confinado é secante para os que estavam habituados a andar daqui para ali sem eira nem beira e sem “shots”, sem bares e discotecas, sem concertos, sem cerveja e até sem dinheiro. Há quem, para passar o tempo, passe por blogs e redes sociais e que por impreparação e sem a consciência de que podem cair na ratoeira para gastar os últimos tostões que restam do corte da mesada ou do parco salário que lhe reduziram, esteja a virar-se para os sites dos(as) influencers.

Tenho horror aos denominados(as) influencers que corroem a paciência de muitos como eu com a sua prosa intimista que não é mais do que marketing mascarado. Outros(as) daqueles(as), quais narcisos(as) a contemplarem-se nas águas mostram a sua imagem e silhueta com fatiotas que compraram aqui e ali e ao mesmo tempo promovem a sua imagem para invejas dos crédulos(as) que gostariam de ser como eles(as), identificando-se com estes(as) espécimes de ídolos de trazer por casa. Até mesmo algumas figuras da televisão, de telenovelas e artistas vários utilizam para a sua promoção pessoal.

Os(as) influencers falam do que compraram ou tencionam comprar para as suas casas, as remodelações, os móveis os atoalhados, os cremes, as loções, as últimas modas e até produtos para a higiene íntima a que algumas chamam pipi para ser mais giro e chique, e escrevem sobre qualquer coisa para “lavar o nosso rico pipi” - nosso é como quem diz, o delas. Utilizam um estilo intimista e falam de amigas com quem já discutiram e sobre o que elas acham sobre o tema. Encontram sempre alguma que lhes diz com toda a naturalidade do mundo que usa sempre o gel de banho ou sabonete tradicional para lavar aquela zona, a do pipi. E, claro, trazem à baila as suas vivências que pode ter muito impacto na influência a exercer e salientam já ter falado várias vezes dos cuidados que têm com a higiene íntima e de como usam sempre um gel de limpeza específico, e, para mais credibilidade acrescentam que o que sabem foi-lhes passado pela mãe dela(s) e segue-se o nome da marca e respetiva publicidade à mistura com o texto com a necessária fotografia e até a dela com o frasquinho na mão. Isto num site muito frequentado e com muitos likes.

Acham que estou a inventar? Não, não, estou!

Tenho horror a influencers.

Isto é apenas um dos exemplos porque há muitos desde as roupinhas até ais detergentes e artigos para crianças, sem esquecerem os bébés.

Muitos(as) destes(as) já utilizam o covid-19 para os seus objetivos descaradamente publicitários. Não existe limite quando o assunto é conseguir alguma fama e muitos likes.

O coronavírus já matou muitas centenas de pessoas e não existe no mundo, neste momento, assunto mais urgente. Entretanto os influencers acharam que seria uma boa altura para promover uma onda baseada na epidemia e lançaram modas baseadas no coronavírus.

As redes tornaram-se promotoras de celebridade de ocasião e, através delas, os(as) influencers, resolveram condicionar gostos e comportamentos. Em busca de likes e de afagos no ego, causam repulsa ao mostrar profundo descompasso com a realidade de medo e recessão causada pelo coronavírus enquanto o país luta com uma incerteza pandémica e económica.

Tenho horror a influencers.

Muitos ficam lá por casa, não apenas por causa da epidemia covid-19 que os obriga a confinarem-se à residência, mas por que já antes ficavam por lá a aliciar e a atrair para as armadilhas publicitárias as potenciais e incautas clientelas através de blogs e redes sociais.  

Com a tendência de mudanças fundamentais nos hábitos de consumo seria bom que os profissionais de marketing a repensassem estratégias e orçamentos existentes que têm destinado alocados aos ditos(as) influencers. Atualmente os influenciadores estão tão onipresentes que correm o risco de ficar sem sentido pela vulgaridade e pela saturação. E ainda bem!

Tenho horror a influencers.

11
Dez19

Viva o Natal com os e as influencers

Manuel_AR

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A inspiração tem andado muito fraca por aqui, razão pela qual espacei o tempo destinado a

azedar a fruta. Há algo que se passa comigo e que parece ser patológico, é a minha embirração com os(as), sobretudo “as”, “influencers”. Não tenho nada contra elas, mas conseguem irritar-me com a suas falinhas meigas e intimistas sobre o que se passa na cabeça delas e nos seus lares exemplo. De ves em quando para tornarem a coisa mais popularucha escrevem um palavrãozinho como sacana por exemplo. Balelas!

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Outro grupo com que embirro são esses palhaços ambulantes (nada tenho contra os verdadeiros palhaços) que se dizem humoristas de “stand up”, para esses, reservo para outra altura.

A aproximação do Natal faz entrar em agitação os blogs das(os) “influencers”. Estes têm vertentes correspondentes às suas atividades: há os das vendas, vendedores(as), das ideias, da sua própria imagem, das coisas fúteis, dos concelhos, da saúde, etc.

Sobretudo elas, as dos blogues, dizem que utilizam tudo o que aconselham. Pudera, a motivação dos(as) para a compra e o clique fácil está em pensar que há otários(as) que caem lá como moscas no azeite e fazer acreditar que: - Ah, se a Tininha do blogue das maçarocas usa, é porque então deve ser bom. Meus e minhas caros(as), tenho pena que acreditem que tudo o que se diz e aconselha(?) nesses lugares onde o milho doce estala seja usado lá por casa deles(as). Mais uma vez, balelas. O é preciso é que, quem lá vai bisbilhotar compre e clique no “gosto”, o resto é conversa fiada.

No caso da saúde há uma oportunidade de negócio com o olho nas mães preocupadas com as alergias dos seus filhos, homens, estes que ficam às portas da morte, salvos sejam, com a aproximação do tempo das alergias, vai daí, toca a incidir a tónica nos aparelhos de purificação de ar antialérgicos.

E influenciar para a compra é fácil, num tom mais ou menos intimista faço de conta que tenho em minha cas o mesmo problema de alergias com os rebentos e com a sua mulher ou com o seu homem, dependente do caso. Descrevem em pormenor o que se passa lá em casa com o menino, a menina, o marido, a prima, o primo, faltando apenas o cão e o gato por não serem dados a alergias observáveis.

Nem queiram saber, as alergias não são apenas na Primavera. Pois claro, até convém, pois estamos no outono e há que angariar algo e, portanto, lá vem a receita de aparelhos ditos como eficazes para as tais alergias que epidemiam as nossas casas. Mas não só, há uma preleide dessas coisas malignas como os pólenes, a relva, os ácaros, os gatos, os cães, aos pássaros, bla, bla…

Não lhes digo quais as marcas dos aparelhos sugeridos porque não ganho nada com isso e o por que preço é tal que meio ordenado mínimo não chega sequer para pagar metade do mais caro. E garanto-lhes em casa deles funciona perfeitamente e, por isso, aconselham a marca que lhes vai dar uns euritos.

Não me admira que o nosso Presidente Marcelo Rebelo de Sousa tenha há algum tempo comunicado que iria convidar para conhecer os (as) “influencers” deste país. Como se isso fosse sendo algo muito importante. Será que também ele se deixou influenciar e que, sem que se saiba, anda por aí a seguir esses(as) ditos(as) para saber o que se passa com as últimas novidades? Não sei em que é que isso ficou. Deixei de acompanhar.

Mas não fiquem por aí, se estão com problemas alimentares não hesitem, força com os suplementos alimentares. Eu, cada vez que os vejo em anúncios na televisão ficou logo em pulgas e pego no telefone que me indicam no rodapé do ecrã e ligo de imediato para comprá-los. Compro logo três ao preço de um. Eu, que tinha um olho vesgo para os suplementos alimentares caía logo em tentação.

Agora para espanto meu, num blog pessoal que presume ser mais um blog conselheiro de compras geridos por dito(a) “influencer” e outros que por aí andam e são até muito concorridos em número de acessos e em “gostos”, sim “gostos” e não likes, encontrei o meu suplemento ideal.

Pasmem-se mães ansiosas com a alimentação dos seus filhos, descobri o suplemento ideal: é o “Júnior” para crianças. Mas há para todos os gostos, para as(os) vovôs(ós) também. Não, não digo a marca porque, mesmo que o faça não cai nada para este lado, euros, claro, não é?

Vejam só esta deliciosa frase que não é minha foi “roubada” num desses blogs, por irresistível que é: “Desde as avós cansados e cheios de dores nas articulações e muitas mais coisas assim como os miúdos, para quem as vitaminas são também precisas se lhas meterem no bucho vão ver como  crescem e saem de casa mais cedo, que a vida está agreste e difícil para todos. Grande momento zen não acham?

Mas há mais, debitam então a composição do dito produto, qual farmacêutico diplomado com mestrado e tudo, e também como médico(a) de família que propôs a dita receita.

Outro momento zen do melhor: “Cá em casa temos andado a experimentar os suplementos XXX-BLABLA. Já tomei o que é indicado para o Stress, e foi assim uma pequena maravilha na altura em que andei com aquele nervosinho todo durante a tour, e, entretanto, experimentámos dar o XXX-BLABLA Júnior ao Zezinho. A coisa até passa assim meio que despercebida, porque em vez de comprimidos, este suplemento vem num ursinho para mastigarem, assim cor de laranja e fofo. Por vontade dele, comia logo uma caixa inteira, mas é capaz de não ser uma boa ideia.”

Porra, se um não lesse isto tudo até ao fim era capaz de enfiar uma caixa inteira pela boca abaixo do meu Zezinho. Não, esta frase não é roubada é minha.

Até no final da página da escrita pessoal e intimista para influenciar a compra está escrito em letras minúsculas:

“Post em parceria com XXXX-BLABLA.

XXXX-BLABLA é um suplemento alimentar. Para mais informações, consulte XXXX-BLABLA.pt.”

Pura publicidade.

A sugestão é feita fazendo crer que o autor(a) está envolvido(a) e que, na realidade ele(a) próprio(a) utiliza o produtozinho aconselhado na sua casa, e fazer parecer que está envolvido(a), que nem parece publicidade. Se querem saber de bons produtos vão a esses blogues com escrita apelativa que relatam o quotidiano de quem escreve. É como se estivesse lá em casa, do(a) autor(a) claro. São plenos e bons conselhos para tudo.

Imaginem se eu escrevesse no meu blogue:

O produto é tão bom que até o comprei para a minha casa nova que mobilei com móveis fantásticos da “Casa dos Móveis” e que foram muito em conta como podem confirmar no respetivo “site”, um conjunto de móveis para a minha nova sala de estar da nova casa apenas por 10.000 euros. Que tal amigas(os)? Foi uma delícia de aquisição e ficou tudo tão perfeito! Foi aí que percebi que, na “Casa dos Móveis” os preços não eram uma coisa assim tão diabólica e que há alguns que preenchem todas as necessidades e mais algumas.

Força amigas(os) que se deixam influenciar, vão até lá, estão à distância dum clique, mas tenham em atenção que:

Um estudo apresentado em abril deste ano no Congresso Europeu da Obesidade sugere que apenas um em cada dez “influencers” de saúde sabe realmente do que está a falar nas suas publicações relativas a perda e manutenção de peso.

Enfim, há já quem comece a duvidar da fiabilidade da publicidade que youtubers, instragammers e outros influencers fazem nas suas páginas a determinadas marcas, por mostrarem situações que, muitas vezes, não correspondem à sua realidade ou não conhecerem nem comprovarem realmente os benefícios de determinado produto.

14
Out19

Mais uma vez os influenciadores

Manuel_AR

Influenciadores.png

Depois de uns dias em Londres, felizmente por pouco não apanhámos o solavanco das manifestações que poderia azedar ainda mais a nossa fruta. E foi com uma dose de inveja que dos que ainda por lá ficaram que tivemos de regressar.

A inveja é tramada! Eu acho que tenho inveja das figuras públicas e dos(as) chamados influencers digitais, esta mania portuguesa de ir buscar palavras de fora! Compreende-se, é para se estar in. Invejo-os porque acho que se orientam e ganham fama, proveito e preparam a sua carreira à minha, nossa custa. Claro que cada um tem o direito de preparar a sua carreira profissional e deve fazê-lo, mas não à minha ou à custa de qualquer outro(a).  Há quem vá a correr a colocar “gostos” e seguir como cachorros os seus falsos ídolos. Falsos ídolos fabricados para nos fazerem crer que são os maiores.

Mas, meus amigos e amigas, isto agora é mais sofisticado porque também já temos estudos para conhecer a imagem que os portugueses têm das figuras públicas nacionais bem como a opinião sobre as suas principais características e informações sobre a sua presença digital com base numa recolha realizada por uma empresa de consultadoria nas várias redes sociais e blogs. Nada mais nada menos 57 figuras públicas e 37 digital influencers foram analisadas em 2019.

Veja-se quanto totós e otários não somos. Somos como cãezinhos que seguem farejando aquelas figurinhas e depois ficamos extasiados com o que dizem, fazem, sugerem e fotografam e vamos segui-los quais caninos dóceis e fiéis.

Vivemos num país livre em que cada um pode matar-se, ou não, como muito bem entender, seja com testosterona ou qualquer outra coisa para que outros cultivem a sua a imagem na Internet e nas redes sociais e possam vir a ser também influenciadores(as). Tem dezenas de milhar de visualizações e depois lá vem a televisão promover a sua imagem, mesmo que o publicado no Youtube seja uma falência total. Não se avalia a qualidade, mas sim o número de visualizações e de “gostos”. Há-os de todos e para todos os gostos, moda, maquiagem, cabelos, perfumes, sorrisos, sapatos, artistas, modelos, saúde, eu sei lá.

E a parafernália de bloguistas que são pipocas, frutas, loucas, da mãe, dos filhos, e muitos outros.

Porque afinal é de influenciar audiências que trata o negócio. Para tal é necessária alguma expertise, sobretudo skills digitais.

Cometa-se às vezes até em programas televisivos. «Ah! Que bonita que ela está naquela foto do Instagram não achas?»  «Se acho! Mas para além disso gosto muito dela, dá uns conselhos super espetaculares. E aquele do ginásio? Que barra! Sabes, sou seu(sua) seguidor(a). Põe lá coisas tão giras!»

Há já um índice empatia/identificação com figuras públicas e de digital influencers baseados nos otários seguidores que somos nós. Nós não! Vocês, porque eu não caio nessas armadilhas de os ajudar a pagar ou complementar o salário com os meus clicks na publicidade encaixados nos seus sites. Uma coisa é gostar de ler o que escrevem, outra é cada um servir de promotor de figuras que nem sabem quem nós somos, mesmo que lá conste o nosso ícone fotográfico e o nome ou o “nickname”. O que lhes interessa é apenas a replicação da imagem e da “graça” da sua pessoa, a deles(as) claro.  

Através das redes sociais cada um pode ser conhecido e, quanto mais aberrante ou extravagante tanto melhor mais saída tem.

Qualquer pateta que apareça num qualquer canal de televisão logo há uma corrida às redes sociais para se manifestarem.

Antigamente qualquer bom artista em início de carreira tinha de ter um agente muito bom para que se tornasse mais ou menos conhecido, agora não é preciso, basta dizer umas larachas e colocar umas fotografias atrevidas para ter uma caterva de fãs logo seguida e milhares de “gostos”.

Mas as(os), especialmente as, blogueres influenciadoras são também captadoras. Funcionam como teias que prendem os insetos que lá caiem. Normalmente dão conselhos sobre qualquer coisa e falam de si, da sua pessoa, da sua casa, do seu companheiro(a) sobre o que sabem que elas(es) andam à procura. Pode ser qualquer coisa. Perder peso, tirar manchas da pele, maquiagem, tirar rugas ofertas de aniversário para a querida(o), decoração de casa, eu sei lá, um manancial de tretas que as(os) influencers colocam nos seus blogs e respondem a perguntas colocadas na área de comentários e, logo ali ao lado, as sugestões a propósito. E, lá vou eu, e… Click.

Muita delas escrevem tratados sobre os seus filhinhos, o que fazem, o que fizeram, o que deixaram de fazer, que são sempre os máximos em tudo, até nas reproduções de dinossauros que têm em casa e em que são autênticos peritos. Aproveitam então para falar de brinquedos que poderão ser ótimas opções para compras de natal, claro, porque convém, para puxar a tal oportuna publicidadezinha.  E lá está, a encomenda online encomenda poderá ser feita através do site X. Quanta inveja não suscitarão às outras mãezinhas que, por falta de posses, não podem ter em casa a coleção daqueles ditos bichos há muito extintos.

 A seguir lá vêm as roupinhas e os sapatinhos da moda que também podem comprar. É tudo publicidade disfarçada no meio de textos pretensiosamente sérios com uma narrativa popularucha e familiar.

São os(as) oportunistics, já agora aproveito também a boleia do inglês. É assim, a vida dos(a) influencers! Viver à custa dos influenciados.

17
Jun19

Vendedores da era digital

Manuel_AR

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Aqui estou de novo desta feita para falar de uma nova moda ligada à promoção de vendas que adotou mais uma vez um nome inglês. São os influencers, os vendedores da banha da cobra da era digital.

As manigâncias utilizadas para vender o que se torna apetecível para comprar que às vezes não é necessário são mais do que muitas para atrair totós como eu, por exemplo, cuja experiência já não me deixa cair facilmente em tentações influenciadoras.

Alguém que consegue influenciar outras pessoas, seja para comprar determinado produto, assumir alguma postura ou refletir sobre assuntos específicos é um “influencer” digital. São formadores de opinião que usam os canais de comunicação para transmitir para o seu público o que pensam, o que fazem e o que sabem,  levando outros a segui-los por imitação.

Os “influencers”, em português influenciadores, ou lá como lhes queiram chamar, utilizam vários truques, nomeadamente em blogs ditos intimistas e pessoais, espécie de artimanhas para atrair moscas, leia-se descuidados.

Há de tudo, e tudo serve para influenciar e sacar “massa” aos incautos. Se se perguntar se é tudo mau, não, não é, mas será que é necessário? E será de melhor qualidade do que aquele outro que vimos numa outra loja ou site de um conceituada marca, daquele produto, seja de moda, seja de cosmética, seja de tecnologia, etc..

Tudo serve para nós, pobres totós, cairmos na armadilha e nos deixarmos influenciar. Quem ganha são os “influencers”, que também têm direito à vida. Por essa blogosfera há vários e várias que, tal como eu, se acham os e as maiores. O meu caso, devo esclarecer, sou o maior, mas cá por baixo…

Eles andam por aí metidos em tudo quanto possa sacar dinheiro aos(às) pobres incautos(as). Ele é realização de palestras, workshops e consultorias, veiculação de anúncios nas suas páginas ou blogs, enfim, tudo o que seja matéria que possa ser vendável, mas sobretudo a moda e toda a espécie de acessórios.

Diariamente há quem faça publicações que mostram um novo maravilhoso batom cuja própria também usa, ou os seus recentes, maravilhosos e incríveis ténis, ou um inovador tratamento de beleza que as suas seguidoras, dizem, não podem também deixar de experimentar. Isto, claro, é para elas, mas também pode ser para eles!

Ainda há quem, depois de muito dinheiro acumulado, decida criar a sua própria linha de vestuário ou de qualquer outro produto. Contudo, de forma surpreendente, a(o) “influencer” pode não conseguir vender um número mínimo para que as encomendas pudessem resultar.

Os lamentos para convencer vêm depois através do aproveitamento emocional dos seus seguidores ao escreverem que têm o "coração despedaçado" com a falta de vendas do seu produto e, de forma mais ou menos intimista escrevem: "Eu sabia que seria difícil, mas vocês estavam a dar-me um feedback tão positivo que eu achava que as pessoas gostavam e iam comprar". E, não contentes, acrescentam: "Ninguém manteve a sua palavra e, como tal, não pude aceder aos pedidos das pessoas que fizeram uma compra e isso está a partir-me o coração", bla, bla, bla!

Há quem comece a duvidar da fiabilidade da publicidade que youtubers, instragammers e outros influencers fazem nas suas páginas a determinadas marcas, por mostrarem situações que, muitas vezes, não correspondem à sua realidade por não conhecerem nem comprovarem realmente os benefícios de determinado produto.

É a estratégia de aconselhar dizendo que lá em casa já experimentou, que se deu muito bem, e que até os seus(suas) melhores amigos(as) já experimentarem e que resultou imenso. Poderia apontar vários sites e blogs, mas não vou fazê-lo para não estragar o ganha pão de meninos e meninas muito bem, chiquérrimos(as), da nossa praça que conseguem ter milhões de visualizações e milhares de “gostos”. Por outro lado, ainda escreviam por aí que eu tinha era inveja de não ter tantos seguidores e “likes”, já agora em inglês também tenho direito.

O que acho seria dinheiro em caixa era escrever um livro, já que há tantos(as) songamongas, como eu seria se o fizesse, a escrever livros cujo título poderia ser “Influencers para Tótós”.

Para terminar aqui vai uma influenciazinha para elas (para eles vai na próxima) da Revista Vogue, esta sim, de origem:

As camisas brancas saíram à rua

Camisas brancas.png

Para nos provarem porque é que são a peça indispensável no guarda-roupa de qualquer mulher. Do estilo mais boémio ao mais clássico, fomos ao street style perceber como é que as estrelas desta passerelle alternativa vestem camisas brancas.

Patti Smith na capa do célebre álbum HorsesUma Thurman em Pulp FictionDiane Keaton em Annie Hall de Woody Allen, Angelina Jolie em Mr. and Mrs. SmithJulia Roberts em Pretty WomanSusan Sarandon em The Client. Esta lista é daquelas que não tem fim e não é difícil perceber o porquê. “Na dúvida, tudo fica bem com uma camisa branca,” disse Victoria Beckham. Já Elizabeth Taylor foi mais assertiva, afirmando que “todas as mulheres deveriam ter uma camisa branca no guarda-roupa.”….

 Podem continuar a ler aqui.

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